A empresa norte-americana PowerLight Technologies desenvolveu um sistema que recarrega drones em pleno voo por meio de feixes de laser disparados do solo. Criada em parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), a tecnologia busca ampliar a autonomia de veículos não tripulados, reduzindo pousos para recarga e permitindo missões de longa duração.
Os primeiros testes estão previstos para 2026, com o drone K1000ULE, da Kraus Hamdani Aerospace, que possui autonomia de até 26 horas. O projeto integra o programa PTROL-UAS, voltado ao fornecimento remoto de energia para operações de vigilância e reconhecimento.
Tecnologia a laser
- Transmissor terrestre autônomo: emite feixes de laser na escala de quilowatts, com alcance operacional de até 5 mil pés (≈1,5 km). Combina hardware de precisão e software de controle para rastrear o drone em tempo real e ajustar direção e intensidade do feixe, funcionando como uma “linha de energia sem fio no ar”.
- Receptor embarcado (2,7 kg): equipado com células fotovoltaicas otimizadas para a frequência específica do laser, converte a luz em eletricidade e mantém as baterias carregadas durante o voo.
- Comunicação bidirecional: sensores no drone informam temperatura e consumo energético, permitindo modulação dinâmica da potência transmitida.
- Segurança em camadas: a transmissão é interrompida automaticamente diante de obstruções ou perda de contato.
- Potência transmitida: varia de centenas de watts a 1–2 quilowatts por feixe, suficiente para sustentar drones a mais de mil metros de altitude.
Outras aplicações e desafios
Embora tenha aplicação estratégica, como em operações com o RQ-11B Raven, a tecnologia também pode ser utilizada no setor civil, em áreas como agricultura de precisão, monitoramento ambiental, segurança pública, resgate e telecomunicações em regiões remotas.
A empresa projeta ainda a criação de uma rede em malha com transmissores portáteis capazes de abastecer vários drones simultaneamente. Permanecem, contudo, desafios técnicos e regulatórios, como a eficiência em longas distâncias, o impacto de condições climáticas adversas e a certificação para operação no espaço aéreo civil.






