O amido resistente presente na banana verde atua como fibra alimentar e prebiótico, atravessando o intestino delgado sem ser digerido e fermentando no intestino grosso, ajudando a reduzir o colesterol e a controlar o diabetes tipo 2.
Motivada por um estudo da Embrapa que identificou altos níveis desse composto na cultivar BRS SCS Belluna, uma pesquisa iniciada em 2024 pela Estação Experimental da Epagri em Itajaí, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tem como objetivo avaliar o potencial de diferentes cultivares de banana e identificar aquelas com maior rendimento para a produção de farinha de banana verde.
Análise da banana verde
Variedades analisadas
- Tipo Prata: Catarina, Noninha, Carvoeira, Prata Anã
- Tipo Cavendish: Corupá, Nanicão, Clarinha, Belluna
- Outras: Vermelha
Metodologia do estudo
- Protocolos laboratoriais rigorosos
- Desidratação da polpa em temperatura controlada
- Moagem e refrigeração da farinha
- Análise do teor de amido resistente
- Avaliação do rendimento industrial de cada cultivar
Resultados preliminares
- Todas as cultivares mantêm mais de 50% de amido resistente
- Destaque: SCS451 Prata Catarina
- Produção: 18,9 quilos de farinha por 100 quilos de fruta
- Supera a Belluna, que produziu 14,8 quilos
- Diferença explicada por menor teor de água e maior proporção de polpa
Próximos passos
A próxima fase do estudo pretende produzir farinha integral, incluindo a casca da fruta, reduzindo custos e aumentando o teor de fibras. A casca fina da cultivar Catarina pode minimizar perdas de amido resistente nesse processo.
Testes complementares, realizados na UFSC, analisam o efeito do calor na gelatinização do amido durante o processamento, já que altas temperaturas podem reduzir o teor funcional do componente.
O estudo busca, assim, gerar uma farinha funcional de alto valor nutricional, diversificando o mercado de bananas e fortalecendo a cadeia produtiva.






