Durante o verão, a exposição combinada a fatores ambientais como radiação ultravioleta (UV), altas temperaturas, vento, cloro de piscinas e água de rios, lagos e praias aumenta significativamente os riscos para a saúde dos olhos.
Dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) indicam que a incidência de doenças oculares de origem viral e bacteriana pode crescer até 46% nesse período, refletindo em maior número de atendimentos médicos relacionados a inflamações e infecções.
Cuidados com os olhos no verão
- Proteção contra radiação UV: Use óculos de sol com certificação que bloqueie totalmente os raios UVA e UVB. Utilize chapéus ou bonés para reduzir a exposição direta à luz solar. Evite permanecer sob o sol entre 10h e 16h e busque sombra sempre que possível.
- Hidratação ocular: Aplique colírios lubrificantes sem corticóides para reduzir o ressecamento causado por vento, ar-condicionado ou baixa umidade. Utilize lágrimas artificiais com frequência para manter a película lacrimal íntegra e diminuir irritações.
- Cuidados durante atividades aquáticas: Use óculos de natação adequados. Evite abrir os olhos debaixo d’água para prevenir contato com microrganismos e produtos químicos.
- Higiene e prevenção de contaminações: Lave bem as mãos regularmente. Não compartilhe toalhas, maquiagem, lentes de contato ou óculos, especialmente em casos de conjuntivite.
- Manutenção de lentes de contato: Mantenha lentes limpas e troque soluções regularmente. Evite usar produtos vencidos ou compartilhados.
- Exposição ao sol e água: Aplique colírios lubrificantes após exposição prolongada ao sol ou à água.
- Atenção a alergias oculares: Pessoas com histórico de alergias devem usar colírios antialérgicos indicados por médico.
Fique de olho!
As condições oculares mais recorrentes incluem conjuntivite, hordéolo (terçol) e herpes ocular, que se manifestam com maior frequência devido ao aumento da circulação de pessoas em locais públicos e ao contato com águas e superfícies potencialmente contaminadas.
Qualquer sinal, como vermelhidão, dor, lacrimejamento intenso, sensibilidade à luz ou visão turva, deve ser avaliado prontamente por um oftalmologista, garantindo diagnóstico precoce e prevenindo complicações mais sérias, incluindo infecções ou lesões na córnea.






