Um novo avanço no tratamento de um tipo raro de câncer do sangue foi confirmado no Brasil após liberação de novo remédio.
O medicamento Momelotinibe teve seu uso autorizado no país após liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, mais recentemente, passou a integrar o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Com isso, o remédio deverá ser oferecido obrigatoriamente pelos planos de saúde, ampliando o acesso de pacientes a uma terapia considerada relevante para casos mais graves da doença.
Novo remédio para tratar tipo raro de câncer é confirmado no Brasil
O remédio Momelotinibe é indicado para o tratamento da mielofibrose, um câncer raro que afeta a medula óssea e compromete a produção normal das células do sangue.
Ao longo do tempo, a medula vai sendo substituída por tecido fibroso, o que pode provocar anemia, aumento do baço, fadiga intensa, dores e outras complicações importantes.
A doença pode surgir de forma primária ou como evolução de outros distúrbios hematológicos, como a policitemia vera e a trombocitemia essencial.
A importância do Momelotinibe está relacionada ao seu mecanismo de ação e ao perfil dos pacientes para os quais é indicado.
O medicamento é voltado para adultos com mielofibrose classificados como de risco intermediário ou alto e que apresentam anemia, uma das manifestações mais difíceis de controlar nesse tipo de câncer.
Ao atuar em vias específicas envolvidas na progressão da doença e na inflamação, o remédio pode ajudar a reduzir sintomas, melhorar a qualidade de vida e oferecer uma alternativa terapêutica para pacientes que, muitas vezes, têm opções limitadas de tratamento.
Planos de saúde serão obrigados a custear o tratamento com o remédio
A incorporação do Momelotinibe ao Rol da ANS foi resultado de um processo técnico que envolveu análise por comissões especializadas, além de etapas de participação social, como consulta e audiência públicas.
Após essas avaliações, a diretoria da agência aprovou a inclusão do medicamento no grupo de terapias antineoplásicas orais voltadas ao tratamento do câncer.
Na prática, a decisão significa que os planos de saúde serão obrigados a custear o tratamento com Momelotinibe para os pacientes que se enquadram nos critérios definidos.
A cobertura passa a valer a partir de março de 2026, o que representa um passo importante para reduzir desigualdades no acesso a tratamentos oncológicos de alta complexidade.
Para pessoas diagnosticadas com mielofibrose e seus familiares, a medida traz a expectativa de mais segurança terapêutica e de um cuidado alinhado aos avanços mais recentes da medicina.






