Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Essa praia teve 4 ataques de tubarão em apenas 48 horas

Por Leticia Florenço
22/01/2026
Em Colunas, Mais Tendências
0
Reprodução/iStock

Reprodução/iStock

O mar sempre foi parte do cotidiano australiano, quase uma extensão das cidades costeiras. Ainda assim, existem momentos em que ele deixa de ser cenário e passa a ser protagonista de uma narrativa tensa.

Foi exatamente isso que aconteceu em New South Wales, onde quatro ataques de tubarão foram registrados em menos de 48 horas, um intervalo curto o suficiente para transformar praias movimentadas em áreas de cautela absoluta.

A rapidez com que os episódios aconteceram rompeu qualquer sensação de normalidade. Não houve tempo para o medo esfriar entre um caso e outro. Cada novo ataque chegava como a confirmação de que algo fora do comum estava acontecendo no litoral.

O dia em que Point Plomer deixou de ser apenas um ponto turístico

Na manhã de terça-feira (20), Point Plomer Beach entrou para o noticiário de forma abrupta. Um surfista de 39 anos foi mordido enquanto estava na água. O atendimento médico foi imediato e, apesar do choque, ele não sofreu ferimentos graves.

Ainda assim, o episódio deixou uma marca visível: a prancha retornou à areia com sinais claros de dentes, um detalhe que fala por si só.

Esse tipo de imagem tem um efeito poderoso. Ela materializa o perigo. Não é mais um relato distante ou uma estatística fria. É uma prova física de que o risco esteve ali, a poucos centímetros do corpo humano.

Um litoral onde a presença de tubarões nunca foi segredo

Autoridades locais reforçaram que a região já possui histórico de atividade de tubarões. Isso não significa que ataques sejam frequentes, mas que o ambiente, em determinadas condições, se torna propício para a aproximação desses animais.

Segundo especialistas em salvamento marítimo, o problema não é apenas a presença dos tubarões, mas o momento em que vários fatores se alinham: água turva, alteração no comportamento de presas, aumento do número de pessoas no mar e mudanças climáticas recentes.

Quando isso acontece, o risco deixa de ser pontual e passa a ser coletivo.

Um ataque em plena Sydney quebra a sensação de controle

Entre os casos registrados, um chamou atenção pela localização: uma criança foi mordida enquanto nadava no porto de Sydney. Diferentemente de praias abertas, portos transmitem uma ideia de segurança, de espaço monitorado e distante do “mar selvagem”.

Esse episódio rompeu essa lógica. Ele mostrou que, em determinados contextos, nem mesmo áreas urbanas estão completamente fora do alcance da vida marinha.

Para muitos moradores, foi o momento em que o medo deixou de ser algo associado a surfistas experientes e passou a atingir qualquer pessoa que se aproxime da água.

Dee Why revive lembranças que ainda estavam abertas

Pouco depois, outro ataque ocorreu em Dee Why, envolvendo um garoto de 11 anos durante uma sessão de surfe. O local já carregava uma carga emocional pesada após a morte de um surfista em um ataque de tubarão-branco no ano anterior.

Quando um novo episódio acontece em uma praia marcada por tragédia recente, o impacto é amplificado. A memória coletiva se ativa, e a sensação de insegurança se instala com mais força. Para muitos, Dee Why deixou de ser apenas uma praia bonita, tornou-se um símbolo de vulnerabilidade.

North Steyne e o limite entre a vida e a emergência

O caso mais grave da sequência aconteceu em North Steyne Beach. Um homem na casa dos 20 anos foi atacado enquanto surfava e sofreu ferimentos severos. Ele permanece em estado crítico, e seu caso passou a representar o lado mais cruel dessa sucessão de eventos.

O relato do resgate expôs a brutalidade do momento: sangue espalhado, tentativas desesperadas de manter a vítima consciente e o esforço conjunto para levá-la até a areia. São cenas que transformam espectadores em testemunhas e que mudam para sempre a relação das pessoas com aquele trecho do litoral.

Surfistas no centro do risco

Não passou despercebido o fato de que três dos quatro ataques envolveram surfistas. Isso levanta discussões importantes sobre exposição prolongada ao mar, distância da costa e horários de maior atividade marinha.

Surfistas passam longos períodos na água, muitas vezes em áreas onde as ondas quebram com força e onde peixes se concentram. Além disso, do ponto de vista subaquático, o movimento da prancha pode gerar confusão visual, especialmente em águas turvas, aumentando a chance de um ataque por engano.

Água ruim, visibilidade baixa e um cenário perigoso

Autoridades destacaram que a qualidade da água está comprometida, fator que pode atrair espécies como o tubarão-touro. Essa espécie é conhecida por circular em águas rasas e de baixa visibilidade, exatamente o tipo de ambiente encontrado em parte do litoral neste momento.

Quando a água está turva, os sentidos humanos ficam limitados, enquanto o tubarão se sente mais confortável para se aproximar da costa. Essa combinação cria um cenário silencioso, onde o perigo não é visto, apenas sentido quando já é tarde demais.

A recomendação que ninguém gosta de ouvir

Diante da sequência de ataques e do número de feridos graves, as autoridades foram diretas: evitar o mar. A frase “as praias não são seguras” ganhou peso real, não como exagero, mas como resposta a um conjunto de sinais claros.

Esse tipo de orientação afeta diretamente a rotina local, o turismo e a cultura do surfe, mas também reflete a prioridade máxima: preservar vidas.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Pesquisa revela conexão surpreendente entre diferentes condições de saúde mental

Pesquisa revela conexão surpreendente entre diferentes condições de saúde mental

Confira!

RG antigo ainda vale por mais alguns anos, mas tem um grupo que precisa trocar com urgência

01/06/2026
Alto-falante - Reprodução

O jeito certo de limpar o alto-falante do celular sem danificá-lo

01/06/2026
Justiça - Reprodução/iStock

Juízes estão ficando mais rigorosos com a Lei do Superendividamento porque muitos devedores estão usando ela errado

01/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas