Bolsas no valor de R$ 13 mil começarão a ser pagas a um grupo específico de brasileiros: os cientistas com doutorado que desejam desenvolver pesquisas no país.
A iniciativa faz parte de um programa nacional criado para fortalecer a produção científica, ampliar a presença de pesquisadores em todas as regiões e estimular a permanência de profissionais altamente qualificados no Brasil.
Bolsa de R$ 13 mil será paga para quem faz parte desse grupo de brasileiros
O benefício integra o Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Brasil, conhecido como Profix.
A proposta é oferecer condições financeiras estáveis para que doutores, formados no Brasil ou no exterior, possam se dedicar integralmente a projetos de pesquisa científica e tecnológica.
O programa terá duração de quatro anos e deve contemplar cerca de mil pesquisadores, distribuídos entre todos os estados brasileiros.
Um dos principais focos do Profix é reduzir a desigualdade regional na concentração de cientistas.
Hoje, a maior parte dos doutores está localizada nas regiões Sudeste e Sul, enquanto áreas como Norte, Nordeste e Centro-Oeste contam com menor presença de pesquisadores.
Ao oferecer uma bolsa competitiva em nível nacional, o programa busca incentivar que profissionais se estabeleçam também em regiões historicamente menos atendidas, incluindo a Amazônia, onde a produção de conhecimento é considerada estratégica para o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental.
Bolsas terão valor de R$ 13 mil
O valor mensal da bolsa será de R$ 13 mil, custeado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
O montante foi definido de forma a se aproximar das bolsas mais altas já praticadas por fundações estaduais de pesquisa, tornando o incentivo atrativo mesmo fora dos grandes centros acadêmicos.
Para receber o benefício, o pesquisador não poderá manter vínculo empregatício ativo, já que o programa exige dedicação exclusiva às atividades de pesquisa.
As seleções não ocorrerão por meio de um edital único nacional. Cada Fundação de Amparo à Pesquisa estadual será responsável por organizar seus próprios processos seletivos, seguindo diretrizes gerais estabelecidas pelos órgãos federais envolvidos.
As fundações interessadas precisam aderir formalmente ao programa, e a expectativa é que as chamadas públicas comecem a ser lançadas nos estados a partir de março.
Os candidatos deverão se inscrever diretamente no estado onde pretendem desenvolver suas pesquisas e permanecer durante os quatro anos de vigência da bolsa.
Embora estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentrem um número maior de oportunidades, todas as unidades da federação terão, ao menos, uma quantidade mínima de bolsas assegurada.
Além do apoio individual aos pesquisadores, o Profix é visto como uma ferramenta para fortalecer universidades, centros de pesquisa e a inovação científica no país, contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e tecnológico do Brasil a longo prazo.






