Uma pesquisa recente da Kantar Ibope Media mostra que, apesar do avanço acelerado das plataformas digitais, o brasileiro ainda passa muito mais tempo diante da TV aberta do que consumindo serviços de streaming.
O levantamento revela que, mesmo com a multiplicação de opções online e mudanças nos hábitos de consumo, a televisão tradicional segue como a principal fonte de entretenimento audiovisual no país.
Brasil assiste muito mais TV aberta do que serviços de streaming
O estudo analisou o comportamento de audiência em dezembro de 2025 e mapeou como os brasileiros distribuíram seu tempo entre diferentes meios e dispositivos.
Para isso, a Kantar Ibope Media utilizou medidores eletrônicos de audiência, como o peoplemeter DIB 6 e o Focal Meter, instalados em residências de diversas regiões metropolitanas.
A amostra incluiu domicílios de capitais e grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Brasília, entre outros, garantindo uma visão abrangente do consumo nacional.
Os resultados mostram que a TV aberta respondeu por 55,8% de todo o conteúdo assistido no período analisado.
Em outras palavras, mais da metade do tempo de audiência ainda está concentrada nos canais abertos, contrariando a percepção comum de que esse modelo estaria em declínio acelerado.
Mesmo diante de discursos frequentes sobre o “fim da TV”, os dados indicam que ela continua sendo um meio forte, especialmente quando o recorte considera apenas o consumo feito diretamente nos aparelhos de televisão.
Nesse cenário específico, a TV aberta chega a representar cerca de dois terços de toda a audiência registrada.
Streaming ganha cada vez mais o espaço da TV aberta
As plataformas de vídeo online, por sua vez, alcançaram 37,2% do consumo total, um número expressivo que confirma o crescimento consistente desse tipo de serviço.
Dentro desse grupo, o YouTube aparece como o principal destaque, concentrando mais da metade do consumo das plataformas digitais e se consolidando como o serviço online mais acessado pelos brasileiros.
Outras plataformas populares, como Netflix e TikTok, também aparecem com participação relevante, embora bem abaixo da liderança do YouTube.
Quando o foco se restringe apenas aos serviços de streaming tradicionais, voltados a séries, filmes e produções sob demanda, a fatia é menor.
Essas plataformas somadas não chegam a 10% dos canais acessados, mas já superam a audiência da TV por assinatura, que hoje representa menos de 7% do consumo total.
Esse dado reforça a tendência de substituição gradual da TV paga pelos serviços digitais, mesmo que a TV aberta siga soberana.
O levantamento revela, portanto, um cenário de transição. O streaming cresce, diversifica o consumo e ganha espaço ano após ano, mas ainda convive com uma televisão aberta robusta, que mantém alcance amplo e relevância no cotidiano dos brasileiros.





