Pesquisadores das Universidades de Waterloo, no Canadá, e de Innsbruck, na Áustria, apontam que o aquecimento global comprometerá a capacidade de várias sedes realizarem os Jogos de Inverno nas próximas décadas.
O estudo, que serviu como referência para o Comitê Olímpico Internacional (COI), demonstra que o aumento das temperaturas e as mudanças climáticas reduzirão de forma significativa o número de localidades com condições naturais suficientes para sediar o evento.
Jogos de Inverno
Atualmente, 93 localidades possuem infraestrutura capaz de receber os Jogos de Inverno. No entanto, projeções climáticas baseadas em cenários de emissões médias de gases de efeito estufa indicam que apenas 52 desses locais deverão manter neve natural suficiente e temperaturas baixas adequadas até 2050.
Caso não haja redução significativa nas emissões de dióxido de carbono, esse número pode cair para cerca de 30 cidades até a década de 2080. O estudo avalia parâmetros como a profundidade mínima de neve e a manutenção de temperaturas de congelamento diárias essenciais para competições de alto nível, condições que vêm sendo gradualmente comprometidas pelo aquecimento global.
Mudanças climáticas
Como consequência, diversas sedes tradicionais estão perdendo a confiabilidade climática necessária para receber os Jogos de Inverno. Entre os destinos históricos, alguns foram classificados como “improváveis” ou “arriscados” para futuras edições, por não atenderem mais aos critérios de neve natural.
Diante desse cenário, organizadores e autoridades esportivas têm avaliado ajustes logísticos e soluções tecnológicas. Entre as alternativas estudadas está o uso intensivo de neve artificial, que permite a realização das competições, mas demanda grandes volumes de água e energia, além de apresentar limitações em condições de temperaturas mais altas.






