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Esse peixe gigante de 200 kg respira fora d’água e virou terror de especialistas

Por Jeferson da Rosa
17/01/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Esse peixe gigante de 200 kg respira fora d'água e virou terror de especialistas - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Esse peixe gigante de 200 kg respira fora d'água e virou terror de especialistas - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Um peixe capaz de atingir cerca de 200 quilos, respirar fora d’água e sobreviver em ambientes hostis passou a preocupar pesquisadores e gestores ambientais nos últimos anos.

O que antes era visto apenas como um símbolo da fauna amazônica agora aparece em rios distantes de sua origem, levantando alertas sobre impactos ecológicos difíceis de reverter.

Esse gigante aquático deixou de ser apenas uma curiosidade biológica e se transformou em um verdadeiro terror para especialistas em conservação.

Esse peixe gigante de 200 kg respira fora d’água e virou terror de especialistas

O peixe em questão é o pirarucu, também conhecido pelo nome científico Arapaima gigas.

Nativo da bacia Amazônica, ele está entre os maiores peixes de água doce do planeta. Seu corpo alongado pode ultrapassar três metros de comprimento, coberto por escamas grossas e resistentes.

Uma de suas características mais impressionantes é a capacidade de respirar ar atmosférico, graças a uma bexiga natatória modificada que funciona de forma semelhante a um pulmão.

Isso permite que o pirarucu sobreviva em águas pobres em oxigênio, onde muitas outras espécies não resistem.

Predador voraz, o pirarucu se alimenta principalmente de outros peixes, mas não se limita a eles. Pequenos mamíferos, roedores e até aves que se aproximam da superfície da água podem entrar em seu cardápio.

Esse comportamento, aliado ao crescimento rápido e à grande longevidade, faz com que a espécie tenha enorme vantagem competitiva quando chega a ambientes onde não existia naturalmente.

Problema ocorre quando peixe escapa de criadouros

O problema começa quando o pirarucu é levado para fora da Amazônia. Nos últimos anos, registros apontam sua presença em diversas regiões do Brasil, muitas vezes associada à atividade de pisciculturas.

Embora a criação do peixe seja legal em determinadas condições, falhas no manejo e na infraestrutura dos criadouros favorecem o escape de exemplares para rios e reservatórios.

Uma vez solto, o pirarucu encontra poucos obstáculos para se estabelecer e se reproduzir.

Para os especialistas, o risco vai muito além da presença de um peixe grande. A introdução do pirarucu em novos ecossistemas pode provocar desequilíbrios severos, reduzindo populações de peixes nativos e alterando toda a dinâmica do ambiente aquático.

Em rios já modificados por barragens e pela presença de outras espécies exóticas, o impacto tende a ser ainda maior.

Por isso, pesquisadores alertam que o avanço desse gigante fora de sua área natural representa uma ameaça real à biodiversidade e exige atenção urgente antes que os danos se tornem irreversíveis.

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Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão.

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