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Especialistas explicam o motivo do fogão de indução ser tão criticado hoje

Por Leticia Florenço
12/01/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Fogão de indução - Reprodução/iStock

Fogão de indução - Reprodução/iStock

Durante muito tempo, o fogão de indução ocupou o posto de símbolo máximo de inovação nas cozinhas modernas. Presente em projetos sofisticados e apartamentos recém-entregues, ele representava status, tecnologia e praticidade. No entanto, em 2026, esse cenário começa a mudar.

Especialistas em design de interiores, manutenção residencial e comportamento do consumidor observam uma rejeição crescente a esse tipo de equipamento, que passou do desejo à frustração após anos de uso cotidiano.

O principal atrativo da indução sempre foi o design. A superfície lisa, o visual minimalista e a promessa de limpeza fácil conquistaram consumidores logo no primeiro contato. Porém, na prática, o que parecia simples revelou-se delicado demais para uma cozinha real.

Pequenos impactos, quedas de utensílios ou mudanças bruscas de temperatura são suficientes para danificar o vidro, transformando um acidente doméstico comum em um problema caro e complexo.

Reparos caros que desestimulam a longo prazo

Um dos pontos mais criticados atualmente é o custo de manutenção. Diferente do fogão a gás, onde peças individuais podem ser substituídas, qualquer dano estrutural no fogão de indução geralmente exige a troca completa da superfície de vidro ou até do aparelho inteiro.

Especialistas afirmam que esse modelo de reparo torna o equipamento financeiramente inviável para quem busca durabilidade e economia ao longo dos anos.

O incômodo dos painéis sensíveis ao toque

Embora modernos e visualmente agradáveis, os painéis touch têm se mostrado pouco práticos no ambiente da cozinha. Usuários relatam falhas frequentes quando as mãos estão molhadas, sujas ou engorduradas, algo comum durante o preparo de refeições.

Ajustes involuntários de temperatura, travamentos inesperados e falta de precisão transformam o que deveria ser uma facilidade em fonte constante de irritação.

O excesso de sinais sonoros e o cansaço doméstico

Outro fator que vem pesando contra a indução é o excesso de alertas sonoros. Bipes para ligar, desligar, ajustar potência ou sinalizar panelas inadequadas passaram a ser percebidos como ruído desnecessário.

Em lares já repletos de notificações de celulares, eletrodomésticos e assistentes virtuais, o silêncio do fogão a gás passou a ser visto como um diferencial de conforto e bem-estar.

A limitação imposta pelas panelas específicas

A exigência de panelas com fundo magnético é outro motivo recorrente de abandono da indução. Muitas famílias só percebem essa limitação após a compra do equipamento, quando se veem obrigadas a substituir todo o conjunto de utensílios.

Além do custo adicional, há a frustração de não poder utilizar materiais tradicionais, como barro e cerâmica, valorizados por sua distribuição de calor e sabor característico.

Diante dessas dificuldades, o fogão a gás volta a ganhar espaço em reformas e novos projetos residenciais. Arquitetos destacam que a escolha não está ligada à nostalgia, mas à busca por soluções mais resistentes, silenciosas e previsíveis.

A chama visível, o controle imediato e a compatibilidade com qualquer tipo de panela reforçam a percepção de segurança e eficiência.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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