A expressão selfie surgery refere-se a uma tendência em expansão na medicina estética, caracterizada pela procura por procedimentos guiados pela aparência do rosto registrada por câmeras digitais e dispositivos móveis. Nesse contexto, a imagem captada em fotos e vídeos passa a exercer influência direta sobre a forma como indivíduos avaliam seus traços faciais.
Esse movimento se fortaleceu com a intensificação do uso de redes sociais, selfies, videoconferências e filtros visuais, que passaram a ocupar papel central na construção da autoimagem. A partir desse cenário, especialmente no período pós-pandemia, a percepção visual de si mesmo tornou-se cada vez mais mediada por telas.
Selfie surgery
As plataformas digitais atuam como vitrines permanentes, expondo rostos sob iluminação artificial, enquadramentos fechados e recursos de edição, o que reforça padrões estéticos e estimula comparações com imagens filtradas. Nesse contexto, a autoavaliação passa a ser mediada por fotos e vídeos em alta definição, tornando assimetrias sutis e marcas naturais mais evidentes e alimentando a insatisfação com a aparência real.
Os procedimentos relacionados à selfie surgery variam de acordo com a idade, o perfil e as expectativas de cada pessoa, embora sigam tendências semelhantes. Entre indivíduos mais jovens, destacam-se abordagens minimamente invasivas, voltadas tanto à prevenção do envelhecimento quanto a correções discretas que ganham evidência em registros digitais.
Nesse grupo, são comuns técnicas como a rinoplastia não cirúrgica, a aplicação de toxina botulínica para atenuar rugas de expressão, os preenchimentos faciais com ácido hialurônico em regiões como lábios, queixo, olheiras e maçãs do rosto, além do uso de bioestimuladores de colágeno para promover melhora progressiva da firmeza e da textura da pele.
Alerta pros riscos
Com a expansão dessa tendência, torna-se fundamental reforçar critérios médicos e éticos. A busca excessiva por padronização pode resultar em desproporções, perda de características individuais e impactos negativos na autoestima. Uma condução responsável requer avaliação presencial cuidadosa, esclarecimento sobre riscos e benefícios, respeito à individualidade do paciente e atuação de profissionais habilitados.
Nesse contexto, a decisão por procedimentos estéticos deve se apoiar em expectativas realistas, segurança e equilíbrio emocional, preservando a identidade e a saúde mental diante da influência crescente da imagem digital na autoimagem.





