Apesar de ser mais comum em mulheres, idosos e pessoas com hábitos de vida não saudáveis, a constipação intestinal (ou “prisão de ventre”, como é popularmente conhecida) pode afetar qualquer pessoa.
E por se tratar de um problema comum, muitas pessoas acabam dispensando uma avaliação mais técnica da condição, optando apenas por incluir mais alimentos ricos em fibra em sua dieta na esperança de resolver a situação.
Contudo, de acordo com um novo guia elaborado pela British Dietetic Association (BDA) grãos integrais e leguminosas podem não ser o único “remédio” para combater a prisão de ventre, tendo em vista que ele foi baseado em estudos clínicos que comprovam a eficácia de outros alimentos, bebidas e até mesmo suplementos específicos.
De acordo com as diretrizes, os itens listados possuem um robusto respaldo técnico, mostrando-se muito mais eficientes para melhorar as condições de pessoas que frequentemente sofrem com este problema. Alguns exemplos incluem:
- Psyllium (fibra solúvel natural, extraída da casca da semente da planta Plantago ovata);
- Kiwi;
- Pão de centeio;
- Águas minerais, especialmente as ricas em magnésio e sulfato.
Dieta rica em fibras pode perder posto como solução para prisão de ventre
Além de destacar alimentos que realmente se confirmaram funcionais para combater a prisão de ventre, as pesquisas utilizadas para desenvolver o guia da BDA também revelaram a ineficácia das práticas tradicionais por conta de sua falta de evidências sólidas.
Conforme divulgado pelo portal Olhar Digital, os autores afirmaram que não há comprovações o suficiente para validar a clássica “dieta rica em fibras” como uma solução, ainda mais considerando que nem todos os alimentos agem da mesma forma em diferentes organismos.
Já as mais de 59 recomendações, incluindo as quatro mencionadas anteriormente, que passaram por diversos testes clínicos, apresentaram resultados significativamente mais satisfatórios, consolidando-se, assim, como opções muito mais eficazes.





