O caso envolvendo a agressão a um casal de turistas na praia de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca (PE), ganhou destaque em todo o país e voltou a colocar em pauta discussões sobre segurança pública, ordenamento do turismo e conflitos na orla.
O episódio foi registrado no sábado (27) e teve como vítimas os empresários Johnny Andrade Barbosa e Cleiton Zanatta, naturais do Mato Grosso, que relatam ter sido agredidos por barraqueiros após uma divergência relacionada aos preços cobrados pelo uso de cadeiras e guarda-sóis na faixa de areia.
Caso dos turistas agredidos
Segundo os turistas, o valor acertado era de R$ 50 por cadeira, mas ao final a cobrança teria subido para R$ 80. A recusa em pagar o novo preço teria desencadeado agressões atribuídas a um grupo de cerca de 30 pessoas. As vítimas também apontam motivação homofóbica, alegação que repercutiu nas redes sociais e é negada pelos barraqueiros.
O caso ganhou novos desdobramentos após uma das vítimas afirmar que a agressão poderia estar relacionada à sunga que usava, interpretada como um símbolo de alinhamento político ao bolsonarismo. A declaração levantou a hipótese de que o conflito extrapolou a esfera comercial e passou a ser associado à polarização política.
A partir disso, políticos e figuras públicas, especialmente ligados à direita, passaram a se manifestar. O vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) destacou-se ao defender, em sua rede social, os comerciantes e criticar o que considerou uma leitura parcial do episódio, defendendo uma análise mais ampla, que leve em conta a informalidade da orla e os desafios históricos de fiscalização e ordenamento em Porto de Galinhas.
Situação em Porto de Galinhas
A Polícia Civil identificou pelo menos 14 envolvidos nas agressões. A governadora Raquel Lyra (PSD) classificou o caso como grave e afirmou que haverá investigação rigorosa. A Prefeitura de Ipojuca interditou temporariamente a barraca relacionada ao episódio e afastou funcionários de forma preventiva.
O caso reacendeu críticas à falta de regulamentação do comércio nas praias e às cobranças indevidas, além de reforçar a preocupação com a segurança de turistas. Entidades do setor turístico cobraram medidas para preservar a imagem de Pernambuco como destino seguro.






