A tilápia ocupa há anos o topo da mesa dos brasileiros. Versátil, acessível e presente em praticamente todo o país, ela se tornou o peixe mais consumido no Brasil.
No entanto, apesar dessa popularidade, existe um tipo específico de tilápia que é proibido em Santa Catarina. E o motivo vai muito além de questões comerciais.
Trata-se de um risco considerado grave para toda a cadeia produtiva e para o meio ambiente.
Esse tipo de tilápia é proibida em Santa Catarina por motivo chocante
A proibição não envolve a produção local nem o consumo da tilápia criada no estado. O foco da restrição está na tilápia importada do Vietnã e de outros países asiáticos.
O governo catarinense decidiu barrar a entrada, a venda e a distribuição desse pescado em todo o território estadual após identificar um risco sanitário elevado associado à origem do produto.
De acordo com autoridades da área de aquicultura, há registros documentados da presença do chamado vírus da tilápia do lago, conhecido internacionalmente como tilapia lake virus.
Esse agente patogênico é altamente contagioso e pode causar mortalidade em larga escala nos criadouros. Em regiões onde o vírus se espalhou, a produção foi severamente comprometida, com prejuízos econômicos expressivos e perda de estoques inteiros.
Mesmo com a liberação da importação em nível federal, Santa Catarina optou por adotar uma postura mais rígida.
A decisão levou em conta o peso estratégico da piscicultura no estado, que depende de planejamento de longo prazo, investimentos elevados e controles sanitários constantes.
A simples possibilidade de entrada de uma doença desse porte foi considerada inaceitável pelas autoridades locais.
Além da questão sanitária, a tilápia também passou a integrar a lista nacional de espécies exóticas invasoras.
Embora já esteja amplamente difundida no Brasil, o argumento ambiental é que exemplares fora de áreas controladas podem causar desequilíbrios em rios e lagos, competindo com espécies nativas.
SC só permite tilápia produzida no Brasil
Em Santa Catarina, a tilápia permitida continua sendo aquela produzida localmente, dentro de sistemas licenciados e monitorados. A criação segue protocolos rigorosos, com controle da qualidade da água, da alimentação e da saúde dos peixes.
É essa produção que sustenta milhares de famílias, movimenta centenas de milhões de reais por ano e transformou regiões inteiras em polos de referência nacional.
Assim, a proibição não é um ataque ao consumo do peixe mais popular do país, mas uma medida preventiva. Para o estado, o risco de uma contaminação viral ou de impactos ambientais supera qualquer benefício econômico da importação.





