O aumento no valor das corridas dos aplicativos Uber e 99 levou o Procon de São Paulo a pedir explicações formais às empresas.
A medida foi motivada por uma onda de reclamações de consumidores que afirmam ter enfrentado preços muito acima do habitual, em alguns casos até três vezes maiores do que o que costumavam pagar pelos mesmos trajetos.
As queixas se intensificaram nos últimos meses, especialmente com a chegada do fim do ano, período marcado por maior circulação de pessoas nas cidades.
Aumento de preço do Uber e 99 faz Procon pedir explicação aos apps
De acordo com o Procon, o objetivo da notificação é entender de forma clara como funciona a política de preços aplicada pelos aplicativos Uber e 99 em momentos de alta demanda.
O órgão quer saber quais critérios técnicos justificam a chamada tarifa dinâmica e se existem mecanismos capazes de evitar cobranças consideradas excessivas.
Também foi solicitado que as empresas expliquem se há algum tipo de limite máximo para os valores das corridas e de que maneira essas informações são apresentadas ao consumidor antes da confirmação da viagem.
Outro ponto levantado pelo Procon diz respeito à transparência. O órgão questiona como o usuário da Uber e 99 é informado sobre variações de preço, em que momento isso ocorre e se há condições reais de escolha diante dos aumentos.
A preocupação central é evitar que o consumidor seja colocado em desvantagem ou surpreendido por valores muito acima do esperado, o que pode configurar prática abusiva segundo o Código de Defesa do Consumidor.
As empresas têm um prazo de dez dias para apresentar suas respostas. Caso não cumpram a determinação, podem sofrer sanções administrativas, que vão desde multas até a suspensão temporária das atividades.
O Procon afirma que a imposição de preços desproporcionais, sem justificativa clara e adequada, fere princípios básicos da relação de consumo, como a modicidade tarifária e a prestação adequada do serviço.
Usuários reclamam de aumento de preços da Uber e 99
Enquanto isso, usuários seguem relatando insatisfação. Nas redes sociais e em plataformas de reclamação, são comuns os relatos de corridas curtas na Uber e 99 que passaram a custar valores próximos aos de trajetos longos feitos semanas antes.
Em grandes centros como São Paulo, passageiros dizem que viagens rotineiras dobraram ou triplicaram de preço, mesmo fora de horários tradicionalmente considerados de pico.
Esse cenário tem levado parte dos consumidores a rever hábitos. Muitos afirmam estar reduzindo o uso dos aplicativos ou buscando alternativas, como transporte público, caronas ou até o retorno ao táxi convencional.
A sensação de imprevisibilidade nos preços tem afetado a confiança nos serviços, que por anos foram vistos como opção acessível e prática.
Agora, com o olhar atento dos órgãos de defesa do consumidor, o debate sobre limites e transparência nos preços ganha ainda mais força.






