Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Pesquisa alerta que câmaras de bronzeamento alteram o DNA da pele

Por Yasmin Henrique
20/12/2025
Em Mais Tendências, Colunas
0
Pesquisa alerta que câmaras de bronzeamento alteram o DNA da pele

Máquina de bronzeamento artificial (Foto: reprodução/Getty Images)

O uso de camas de bronzeamento artificial tem se mostrado altamente prejudicial à saúde, provocando danos genéticos significativamente mais extensos do que aqueles causados pela exposição solar natural. Pesquisas recentes publicadas na revista Science Advances em 12 de dezembro demonstram que a radiação ultravioleta (UV) emitida por esses equipamentos induz mutações em melanócitos — células responsáveis pela produção de pigmento na pele — em praticamente toda a superfície corporal.

Essas alterações ocorrem inclusive em áreas normalmente protegidas da luz solar, como costas, região lombar e nádegas. Os achados explicam por que o uso de bronzeamento artificial está diretamente associado ao aumento de casos de melanoma, considerado o tipo de câncer de pele mais letal.

Riscos das câmaras de bronzeamento

O estudo avaliou registros médicos de aproximadamente 3 mil usuários de câmaras de bronzeamento, comparando-os com um grupo de controle de tamanho semelhante. Os dados mostraram que 5,1% dos usuários desenvolveram melanoma, enquanto apenas 2,1% do grupo não exposto apresentou a doença, demonstrando um risco quase três vezes maior para quem utiliza regularmente a radiação artificial. O sequenciamento genético ainda revelou que a pele de jovens usuários acumula mais mutações do que a de pessoas com o dobro da idade, evidenciando um envelhecimento genético acelerado.

Os efeitos nocivos não se limitam ao câncer: a radiação UV artificial também provoca envelhecimento precoce da pele, queimaduras, ferimentos cutâneos, cicatrizes, rugas, perda de elasticidade e diversas lesões oculares, incluindo catarata precoce, fotoconjuntivite e carcinoma da conjuntiva.

Nas últimas décadas, a incidência de melanoma e outros problemas de saúde cresceu em paralelo à popularização desses equipamentos, atingindo de maneira desproporcional mulheres jovens, público-alvo predominante da indústria do bronzeamento.

Proibição no Brasil

No Brasil, o uso de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos é proibido desde 2009 pela Anvisa, por meio da Resolução RDC nº 56, que vetou a fabricação, importação, comercialização e utilização desses equipamentos.

A medida baseou-se em evidências científicas que associam o bronzeamento artificial ao aumento do risco de câncer de pele, incluindo melanoma, classificado pela OMS como agente cancerígeno de Classe 1, no mesmo nível do tabaco e do amianto. Apesar da proibição, ainda existem registros de uso irregular, reforçando a importância de conscientizar a população sobre os perigos da exposição à radiação UV artificial.

Atenção!

Proibida a venda de lâmpadas usadas em bronzeamento artificial

O bronzeamento artificial é proibido no Brasil desde 2009 mas a Anvisa percebeu o desrespeito a regra e endureceu mais as normas
entenda
X

Proibida a venda de lâmpadas usadas em bronzeamento artificial

entenda
Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

Próximo post
Pessoa idosa - Reprodução/iStock

Melhor hábito para quem deseja viver por muitos anos

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas