O fim de semana começou com uma notícia para cerca de 70 trabalhadores da LSA Multi Serviços, responsáveis pela limpeza em escolas estaduais da zona norte de São Paulo.
Sem aviso prévio, sem reunião e sem qualquer sinal anterior, a empresa enviou mensagens pelo celular anunciando a demissão imediata. A decisão, seca e unilateral, deixou dezenas de famílias sem renda às vésperas das festas de fim de ano.
A demissão repentina já seria suficiente para gerar revolta, mas o cenário se agravou quando os funcionários perceberam que não receberiam salários atrasados, benefícios pendentes nem o 13º salário.
Ao tentar cobrar explicações, encontraram telefones da empresa foram desativados, o endereço registrado estava desocupado e não havia qualquer canal de comunicação funcional.
Relatos de abandono e busca por direitos na Justiça
Os ex-funcionários relatam sentir-se abandonados e traídos pela empresa para a qual dedicaram meses, e alguns, anos de trabalho.
Sem respostas, muitos estão sendo orientados por sindicatos e advogados a buscar seus direitos na Justiça do Trabalho, já que não há qualquer ação voluntária por parte da terceirizada para regularizar a situação ou prestar esclarecimentos.
A justificativa da LSA Multi Serviços
Em nota, a empresa alegou que o reajuste salarial determinado pelo sindicato ultrapassaria o valor contratado com o Estado, tornando a continuidade do serviço financeiramente inviável.
Para muitos trabalhadores, no entanto, essa justificativa não explica o completo desaparecimento da empresa, tampouco a falta de pagamento dos valores já devidos.
Posicionamento do Estado e possíveis medidas
A Secretaria da Educação afirmou que todos os repasses previstos em contrato foram devidamente realizados. Além disso, notificou oficialmente a LSA Multi Serviços pelo descumprimento das obrigações trabalhistas.
Caso a situação não seja resolvida de forma imediata, um processo administrativo poderá ser instaurado para rescindir o contrato e permitir a contratação emergencial de outra empresa a fim de garantir a continuidade da limpeza nas escolas afetadas.
Uma crise que exige respostas e responsabilização
A situação expõe a necessidade urgente de fiscalização mais rígida sobre empresas contratadas pelo poder público.
Enquanto processos administrativos não avançam e decisões judiciais não são tomadas, famílias inteiras seguem sem renda, sem perspectiva e com a sensação de terem sido abandonadas por quem deveria garantir seus direitos.





