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Você pode estar cometendo erros ao tocar partes do corpo sem saber o risco

Por Yasmin Henrique
04/12/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Você pode estar cometendo erros ao tocar partes do corpo sem saber o risco

(Foto: reprodução/wayhomestudio/Freepik)

Embora a higienização faça parte da rotina diária, algumas áreas do corpo devem ser evitadas no contato direto com as mãos, especialmente quando não estão limpas. Pesquisas em saúde e microbiologia apontam que certas regiões são particularmente vulneráveis à entrada de patógenos, enquanto outras abrigam microbiomas sensíveis que podem ser facilmente desequilibrados, aumentando o risco de irritações e infecções.

As mãos figuram entre as partes mais suscetíveis à contaminação. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), lavar as mãos com sabão reduz de forma significativa a transmissão de microrganismos e impede que germes sejam levados a olhos, nariz e boca. Estudos comportamentais indicam ainda que as pessoas tocam o rosto de 20 a 23 vezes por hora, e cerca de 42% a 44% desses toques atingem membranas mucosas — principais portas de entrada para vírus e bactérias.

Evite tocar nessas partes do corpo

  • Olhos: As membranas oculares, finas e permeáveis, facilitam a entrada de patógenos. Pequenas partículas de sujeira podem arranhar a córnea, causando dor, inflamação e infecções.
  • Ouvidos: O canal auditivo é delicado e suscetível a microlesões. Introduzir dedos ou objetos, como cotonetes, favorece inflamações, acúmulo de cerume, otites e pequenas fissuras que permitem a entrada de bactérias.
  • Nariz: Mexer no nariz transfere vírus e bactérias diretamente para o organismo e altera o microbioma nasal, aumentando o risco de rinite, asma, infecções respiratórias e problemas auditivos.
  • Boca: A cavidade oral abriga um grande microbioma. Alterações nesse ecossistema podem causar cáries, doenças gengivais e contribuir para problemas cardíacos, respiratórios, diabetes e condições neurológicas.
  • Rosto: O contato das mãos com o rosto transfere oleosidade e germes, favorecendo acne, inflamações e “acne mecânica”. Espremer lesões empurra bactérias para camadas mais profundas.
  • Umbigo: O umbigo pode concentrar dezenas de espécies de microrganismos e, por ser de difícil limpeza, alguns permanecem mesmo após o banho.
  • Região anal: Após o uso do banheiro, é essencial lavar as mãos. Microrganismos como E. coli, Salmonella e norovírus sobrevivem por longos períodos e podem ser transferidos para boca e olhos.
  • Debaixo das unhas: A região sob as unhas retém germes mesmo após a higienização. Unhas longas ou artificiais aumentam o acúmulo e o risco de espalhar microrganismos pela pele.
  • Feridas e cortes: Tocar em machucados recentes facilita a entrada de vírus, fungos e bactérias, retardando a cicatrização, causando infecções e aumentando a chance de cicatrizes permanentes.
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Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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