Em agosto, uma estudante do segundo ano do Instituto Federal Baiano e quatro colegas, sob orientação do professor José Honorato Ferreira Nunes, criaram o projeto BioLuz em Alagoinhas. A iniciativa surgiu a partir da curiosidade da aluna sobre a geração de energia elétrica por plantas.
O BioLuz busca desenvolver um protótipo capaz de produzir eletricidade, inicialmente para acender uma lâmpada de LED, com a perspectiva de futuramente expandir a aplicação para abastecer locais públicos e comunidades rurais sem acesso à energia elétrica.
Solo em energia elétrica
O protótipo do BioLuz utiliza o solo como fonte de energia, enquanto fios de cobre e zinco conduzem a eletricidade. As plantas funcionam como uma espécie de bateria, intensificando a atividade dos microrganismos presentes no solo. Embora ainda esteja em fase de testes, os primeiros resultados indicam potencial para expansão, incluindo aplicações em praças e regiões rurais sem eletricidade.
A ideia surgiu com a estudante Michele dos Santos, de 16 anos, que buscava uma proposta para o programa Solve For Tomorrow Brasil, da Samsung. A inspiração veio de uma conversa com a mãe, que sugeriu a possibilidade de gerar energia a partir de plantas. Michele reuniu colegas de turma e começou a desenvolver o protótipo, usando materiais simples, como garrafas plásticas e fios de cobre e zinco.
Além de colocar em prática conhecimentos de física e eletrônica, os estudantes aprofundaram estudos em botânica e biologia, compreendendo melhor a relação entre solo, plantas e microrganismos. O grupo também pretende produzir materiais educativos, como vídeos e cartilhas, para permitir que outras escolas reproduzam o projeto e se beneficiem da experiência.
Protótipo de destaque
O BioLuz chegou à lista dos 20 semifinalistas do Solve For Tomorrow Brasil, programa que estimula jovens a criar soluções tecnológicas para desafios sociais utilizando a metodologia STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
A experiência tem oferecido aos estudantes aprendizado prático, autonomia e protagonismo, evidenciando o valor da educação aplicada e da inovação científica. Os participantes ressaltam o impacto pessoal do projeto, expressando entusiasmo, satisfação e motivação ao desenvolver soluções sustentáveis que podem beneficiar comunidades e espaços urbanos.





