Encerrada no último fim de semana, a COP30 reuniu em Belém, no Pará, cerca de 56 mil participantes — entre delegações oficiais, voluntários, representantes da sociedade civil e organizações observadoras — além de representantes de 194 países, segundo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
Especialistas esperavam que a edição marcasse a fase de implementação, com medidas concretas. Após quase 15 dias, houve avanços como o Belém Action Mechanism, a Meta Global de Adaptação e o compromisso de triplicar recursos para adaptação até 2035, mas persistiram frustrações diante da fragilidade das decisões sobre a redução do uso de combustíveis fósseis.
Empresas na COP30
Paralelamente às discussões diplomáticas, empresas de diversos setores utilizaram a COP30 como espaço estratégico para reforçar suas agendas ESG, apresentar soluções e ampliar articulações voltadas ao combate às mudanças climáticas.
- Itaú – Destacou a meta de atingir R$ 1 trilhão em finanças sustentáveis até 2030 e apresentou a iniciativa C.A.S.E., voltada a soluções climáticas já em operação e ao fortalecimento de parcerias institucionais.
- Unilever – Reforçou seu posicionamento em ESG e apresentou o projeto Renova Terra, com foco na transformação sustentável do cultivo de soja no Cerrado brasileiro.
- Natura – Evidenciou sua atuação na Amazônia, defendendo a floresta como parte da solução climática e promovendo cadeias produtivas regenerativas que integram ciência, inovação e comunidades locais.
- Neoenergia – Enfatizou projetos de geração limpa, com destaque para o Noronha Verde, iniciativa que busca transformar Fernando de Noronha em referência em energia solar.
- Vale – Reiterou compromissos com a descarbonização, metas de redução de emissões e ações voltadas à conservação ambiental, especialmente na Amazônia.
- Riachuelo – Apresentou práticas de produção sustentável no setor têxtil, como o uso de algodão agroecológico e o reaproveitamento de materiais.
- PepsiCo – Destacou estratégias voltadas a sistemas alimentares resilientes, práticas regenerativas e transição energética, alinhadas ao programa PepsiCo Positive.
Assim, a COP30 consolidou-se como um espaço não apenas de negociações políticas, mas também de protagonismo empresarial na construção de soluções climáticas e no fortalecimento de compromissos ambientais de longo prazo.






