A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na semana passada uma medida que interrompe de imediato a circulação do Doce de Amendoim com Creatina produzido pela Senhora Paçoca, marca conhecida no mercado de confeitos.
A decisão, publicada no Diário Oficial, determina que nenhuma etapa ligada ao produto continue ativa, o que inclui fabricação, venda, distribuição, divulgação e uso.
A determinação surpreendeu consumidores acostumados com os produtos da empresa e acende um alerta para comerciantes que ainda mantenham unidades nas prateleiras.
Anvisa bate o martelo e cancela paçoca feita com creatina
Segundo a Anvisa, o problema está no uso da creatina em um alimento considerado convencional. A legislação brasileira autoriza a substância apenas em suplementos alimentares desenvolvidos para pessoas adultas a partir de 19 anos.
Fora desse escopo, não existe qualquer análise de segurança concluída que garanta que a creatina possa ser ingerida de forma segura misturada a produtos como doces, barras ou similares.
A Anvisa explicou que, sem essa avaliação, o risco à saúde não pode ser descartado, o que motivou a medida cautelar de suspensão total.
A empresa responsável, Senhora Pipoca Ltda., deve recolher todos os lotes já distribuídos. Comerciantes precisam retirar o produto de exposição e interromper imediatamente qualquer ação promocional.
A orientação é que lojas físicas e virtuais separem o estoque e aguardem instruções formais sobre devolução.
Para consumidores que já tenham adquirido a paçoca, a recomendação é interromper o consumo e entrar em contato com o canal de atendimento da marca ou com o serviço de vigilância sanitária de seu município para saber como proceder.
Anvisa não permite creatina em produtos convencionais
O ponto central da decisão está no fato de que creatina não é classificada como ingrediente para alimentos de rotina. O composto é estudado e regulamentado para suplementação, onde sua dosagem e uso são calculados para adultos.
Em produtos convencionais, não há parâmetros estabelecidos sobre concentrações adequadas, interação com outros ingredientes ou possíveis efeitos no público infantil.
Por isso, a agência considera esse tipo de inclusão uma prática que coloca consumidores em situação de vulnerabilidade.
A medida reforça o papel de vigilância do órgão e serve como aviso para fabricantes que pretendem inserir ingredientes típicos de suplementos em itens comuns da dieta.
Até que a segurança seja comprovada, substâncias como a creatina permanecem restritas ao segmento de suplementação e ao público maior de idade.
Para comerciantes e consumidores, o cenário exige atenção redobrada para evitar riscos e para garantir o cumprimento das regras de proteção à saúde.





