A Anvisa publicou no fim da semana passada uma determinação que afeta diretamente consumidores que usam suplementos no dia a dia.
A agência, ao cumprir sua função de regular e monitorar produtos que chegam ao público, decidiu vetar a circulação de um suplemento alimentício que traz na composição ingredientes que não podem estar presentes nesse tipo de produto.
Como resultado, quem mantém suplementos armazenados em casa precisa conferir o rótulo com cuidado. Se houver correspondência com o item proibido, a recomendação é simples: descartar imediatamente.
Você pode ter em casa suplementos banidos por conter ingredientes proibidos
A decisão envolve o suplemento Avestril, fabricado pela empresa Lopes Cursos Digitais.
O produto foi alvo de fiscalização após denúncias e verificações técnicas apontarem a presença de um componente não autorizado para uso em suplementos alimentares.
Além da composição inadequada, o Avestril circulava no mercado com material promocional que prometia benefícios que suplementos não podem anunciar, como efeitos terapêuticos e melhorias específicas de saúde.
Esse conjunto de irregularidades levou a Anvisa a suspender fabricação, venda, divulgação, distribuição e consumo em todo o país.
Com todas as determinações em vigor, os produtos precisam ser retirados do mercado. Quem já os adquiriu deve suspender o uso e descartá-los.
A orientação da Anvisa é clara: evitar o consumo protege o usuário de riscos ainda desconhecidos e impede que irregularidades continuem a afetar consumidores.
Outros dois suplementos também foram proibidos
O caso do Avestril não foi isolado. A medida da Anvisa foi acompanhada por outras ações contra produtos classificados como suplementos, mas que apresentavam sérios problemas de origem, formulação e divulgação.
Entre eles estavam itens vendidos sob a marca Natufab Produtos Naturais, que foram apreendidos porque sua procedência não pôde ser confirmada.
Durante a fiscalização, os agentes identificaram ingredientes como ora pro nobis e maca peruana, substâncias que não têm autorização para uso na categoria de suplementos no Brasil.
A comunicação dirigida ao público também chamava atenção. Os rótulos e anúncios destacavam possíveis efeitos sobre diabetes, colesterol e triglicerídeos, algo que a legislação não permite, já que esses tipos de produtos não podem se apresentar como solução para condições de saúde.
A agência ainda determinou a retirada de produtos distribuídos pela Lirius Suplementos. Esses itens eram fabricados pela empresa LIV Health, cujo estabelecimento foi interditado após uma inspeção apontar falhas sérias nas Boas Práticas de Fabricação.
A lista incluía pós, cápsulas e líquidos destinados a finalidades como articulação e controle metabólico. Os técnicos encontraram ingredientes proibidos, entre eles berinjela, boldo, carqueja, camomila, figo, amaranto e pimenta caiena.
Somado a isso, havia divulgação com promessas de emagrecimento, redução de inflamações e melhora cardiovascular, declarações que violam as regras aplicadas ao produto.






