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Qualquer pessoa será feliz criando hábitos

Por Leticia Florenço
16/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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A busca pela felicidade sempre foi uma das maiores inquietações humanas. No entanto, um estudo realizado pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, revelou que o segredo para se sentir mais realizado pode estar em algo simples, a criação de hábitos cotidianos baseados em evidências científicas.

A pesquisa, conduzida no curso “Ciência da Felicidade”, mostrou que a felicidade não é um estado inalcançável, mas uma construção constante.

Segundo o professor Bruce Hood, autor do estudo, o objetivo é fazer com que as pessoas compreendam os mecanismos psicológicos e neurológicos que influenciam o bem-estar, em vez de buscar soluções rápidas ou fórmulas prontas.

Desempenhar atos de bondade

A bondade é uma das práticas mais poderosas para gerar felicidade. Ajudar alguém, mesmo em pequenos gestos, estimula áreas do cérebro relacionadas à recompensa e à empatia, promovendo sensações genuínas de prazer.

De acordo com a psicóloga Larissa Fonseca, “ser gentil com o próximo libera ocitocina, o chamado hormônio do bem-estar, que reduz o estresse e amplia o senso de conexão humana”. Esse ciclo de doar e receber faz com que nos sintamos mais úteis e valorizados, fortalecendo a autoestima e o senso de propósito.

Ampliar conexões sociais

As relações humanas continuam sendo o alicerce da felicidade. Conversar com alguém novo, manter vínculos afetivos e se conectar com a comunidade cria um suporte emocional essencial.

A neuropsicóloga Leninha Wagner explica que “as interações sociais ativam o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina e serotonina, substâncias que elevam o humor e reduzem a sensação de isolamento”.

Assim, investir em conexões reais é um antídoto poderoso contra a solidão e a ansiedade.

Apreciar suas próprias experiências

Aprender a valorizar o presente é um passo decisivo para o bem-estar. Esse hábito envolve reconhecer as conquistas pessoais, por menores que pareçam, e contemplar as experiências com gratidão.

Ao fazer isso, o cérebro reforça padrões de pensamento positivos e diminui a tendência de se fixar em problemas. Essa prática também aumenta a autoaceitação e a sensação de que a vida está sendo bem vivida.

Prestar atenção aos eventos positivos do dia

Focar no que deu certo, em vez de no que deu errado, é uma forma prática de reprogramar o cérebro para a resiliência emocional.

Larissa Fonseca ressalta que “a positividade cotidiana não significa negar as dificuldades, mas enfrentá-las com mais serenidade”. Ao notar e celebrar momentos agradáveis, como uma boa conversa, um elogio ou uma pausa tranquila, o corpo libera neurotransmissores que fortalecem o humor e reduzem o estresse.

Praticar gratidão

A gratidão é considerada uma das emoções mais transformadoras para o ser humano. Pesquisas mostram que pessoas gratas tendem a ter níveis mais altos de satisfação com a vida e menos sintomas de depressão.

A neuropsicóloga Leninha Wagner afirma que “a gratidão redireciona nossa atenção para o que está funcionando bem, criando uma mentalidade otimista e resistente às adversidades”. Um simples hábito de anotar três coisas boas por dia pode mudar a forma como percebemos o mundo.

Ser fisicamente ativo

A felicidade também depende do corpo. Manter-se ativo fisicamente melhora o humor, reduz sintomas de ansiedade e até aumenta a autoconfiança.

Segundo o British Journal of Sports Medicine, o exercício pode ser mais eficaz que antidepressivos em alguns casos leves a moderados de depressão. Caminhadas, danças ou esportes coletivos liberam endorfinas, conhecidas como “hormônios da felicidade”, e ajudam a regular o sono e o apetite.

Explorar técnicas de atenção plena

A prática da atenção plena (mindfulness) e da meditação ensina o cérebro a permanecer no presente, diminuindo o estresse e aumentando o controle emocional.

Larissa Fonseca explica que “a meditação pode alterar a estrutura cerebral, fortalecendo áreas responsáveis pela empatia e regulação das emoções”. Essas técnicas ajudam a lidar melhor com desafios e a saborear o momento atual, em vez de se prender ao passado ou ao futuro.

Felicidade é hábito, não sorte

O estudo da Universidade de Bristol reforça uma mensagem poderosa, a felicidade é treinável. Cada um desses hábitos atua em mecanismos biológicos e psicológicos que sustentam o bem-estar, e todos estão ao alcance de qualquer pessoa.

Ao adotar uma rotina baseada na bondade, gratidão, movimento e presença, não apenas transformamos a mente, mas também criamos uma vida mais leve, significativa e conectada.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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