Responsável por aproximadamente 9% do Produto Interno Bruto (PIB), o setor da saúde tem ganhado destaque nas políticas públicas como um dos eixos estratégicos para o desenvolvimento nacional. Além de sua importância social, o campo é visto como um vetor de crescimento econômico, capaz de gerar empregos de alta qualificação, impulsionar a pesquisa científica e atrair investimentos em tecnologia e inovação.
Inserido nesse cenário, o governo federal planeja dar início, em 2026, à implantação de uma rede nacional de hospitais inteligentes, projeto voltado à modernização da infraestrutura e dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Financiamento do BRICS
A iniciativa será financiada pelo Banco do BRICS e contempla a construção de dez unidades regionais distribuídas em diferentes estados, além de um hospital-modelo na Universidade de São Paulo (USP), que atuará como polo de pesquisa, inovação tecnológica e formação de profissionais da área.
Segundo informações do Ministério da Saúde, o projeto já foi submetido à análise do banco e deverá ser aprovado até o final de 2025, etapa que permitirá o início das obras no ano seguinte. A proposta integra um conjunto de ações voltadas à incorporação de tecnologias avançadas na saúde pública, com o objetivo de fortalecer o SUS e ampliar o acesso da população a serviços de qualidade.
Hospitais inteligentes
Os hospitais inteligentes serão equipados com sistemas de gestão conectados, monitoramento remoto de pacientes, prontuários eletrônicos integrados e soluções baseadas em inteligência artificial para apoio a diagnósticos e administração clínica. Cada unidade estará associada a universidades públicas regionais, estimulando a cooperação científica e o desenvolvimento de práticas inovadoras em saúde.
Na etapa inicial, o projeto contemplará prioritariamente as regiões Nordeste e Amazônica, que apresentam maior déficit de infraestrutura hospitalar. O modelo toma como referência experiências bem-sucedidas da China e da Índia, países que avançaram na integração entre tecnologia digital e saúde pública.
A ação faz parte da agenda de transformação digital do SUS, voltada à modernização da rede pública e à redução das desigualdades regionais. A adoção de tecnologias inteligentes pretende aperfeiçoar o atendimento à população, tornar os processos mais ágeis e melhorar o aproveitamento dos recursos humanos e financeiros do sistema de saúde.





