Um homem de 50 anos e seu filho de 22 anos foram presos após aplicarem um golpe envolvendo a suposta doença de um menor em cultos religiosos. A fraude enganou fiéis, que acreditaram que o adolescente de 12 anos tinha um tumor cerebral e precisava de cirurgia urgente em São Paulo.
Segundo a Polícia Militar, o grupo conseguiu arrecadar aproximadamente R$ 100 mil de fiéis. Para isso, usavam o microfone durante os cultos e distribuíam panfletos com dados de PIX, incentivando doações em nome do tratamento falso.
O filho mais velho do homem era o responsável por controlar a conta bancária que recebia as doações. As vítimas relataram que o pai afirmava ter autorização dos líderes religiosos, informação posteriormente desmentida pelas paróquias envolvidas.
Prisão em flagrante na BR-365
Os suspeitos foram detidos em Buritizeiro, na BR-365, após uma denúncia anônima. Durante a abordagem, a polícia apreendeu panfletos, R$ 5.975 em espécie, uma cadeira de rodas e laudos médicos falsificados, usados para dar credibilidade ao golpe.
O pai alegava que o menino de 12 anos não conseguia andar, mas os policiais observaram o adolescente andando normalmente e entrando no carro sem ajuda. Em depoimento, ele confessou que apenas seguia instruções do pai para simular a doença.
Histórico de estelionato
O homem admitiu à polícia que aplicava golpes semelhantes em várias cidades. Também revelou ter retirado os filhos da escola há dez dias. A PM confirmou que ele já possuía antecedentes por estelionato, usando outros filhos em crimes anteriores.
O Conselho Tutelar foi acionado para prestar assistência às crianças envolvidas, garantindo proteção e acompanhamento psicológico. As autoridades reforçaram que todos os suspeitos permanecem sob investigação para identificar outros possíveis crimes cometidos pelo grupo.
O caso evidencia como a fé de fiéis pode ser explorada por criminosos sem escrúpulos. Além da prisão dos envolvidos, a ação policial reforça a importância de denúncias e da fiscalização em situações suspeitas.
As crianças, embora usadas no golpe, agora recebem acompanhamento do Conselho Tutelar, enquanto a investigação continua para identificar todas as vítimas e possíveis cúmplices, prevenindo novos golpes desse tipo.






