Uma decisão da Anvisa no início de 2025 pegou de surpresa profissionais da beleza e consumidores ao banir dezenas de marcas de pomadas capilares amplamente utilizadas em salões e residências.
A proibição, oficializada em 24 de fevereiro por meio da Resolução-RE 681/2025, interrompeu imediatamente a comercialização de 47 produtos voltados para fixar ou modelar cabelos.
Para muitos cabeleireiros, a notícia chegou de forma abrupta, causando apreensão e incerteza sobre alternativas seguras e legais no mercado.
Cabeleireiros ficam sem reação após proibição de pomada capilar famosa
A medida faz parte de uma fiscalização mais rigorosa iniciada após o crescimento de relatos de efeitos adversos relacionados ao uso dessas pomadas.
Ardência nos olhos, inchaço, vermelhidão e até casos de perda temporária da visão levaram a agência reguladora a investigar a fundo a composição, rotulagem e segurança desses cosméticos.
A principal motivação para o cancelamento, no entanto, não foi apenas o risco à saúde, mas o descumprimento de exigências estabelecidas pela nova regulamentação publicada em 2023.
De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 814/2023, empresas que haviam registrado seus produtos por notificação, uma forma simplificada de regularização, deveriam atualizar suas informações até dezembro de 2024.
Entre as obrigações estavam a apresentação da licença sanitária válida, rotulagem com modo de uso detalhado e advertências claras, além de uma avaliação técnica sobre a segurança do produto, devidamente assinada.
Muitas empresas não cumpriram essas exigências dentro do prazo, o que resultou na perda da autorização para comercialização.
Como evitar pomadas de cabelo irregulares?
Para o consumidor, a recomendação é clara: só devem ser utilizados produtos que constem na Lista de Pomadas Autorizadas publicada pela Anvisa.
Em caso de uso recente de pomadas suspeitas, a orientação é lavar os cabelos cuidadosamente, evitando contato do produto com os olhos.
Se houver qualquer reação adversa, é fundamental buscar atendimento médico e notificar a ocorrência à Anvisa.
O mesmo vale para profissionais de beleza que, além de cessarem o uso desses produtos, devem retirá-los de exposição e seguir as recomendações sanitárias.
A agência reforça que fabricar, vender ou aplicar pomadas proibidas configura infração sanitária, sujeita a penalidades legais. O alerta é claro: a segurança vem antes da estética.






