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Projeto do streaming quer garantir remuneração a influenciadores

Por Yasmin Henrique
28/10/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Assinantes de streaming recebem comunicado importante sobre mudança

Streamings (Foto: reprodução/ Oscar Nord/Unsplash)

O deputado Doutor Luizinho apresentou, nesta segunda-feira (27), o relatório do projeto de lei que regulamenta os serviços de streaming. A proposta estende à Condecine-Streaming, atualmente aplicada a salas de cinema, TV por assinatura e empresas de telecomunicações, a cobrança para plataformas digitais como Netflix, Prime Video e Globoplay.

Em serviços em que os vídeos são criados pelos próprios usuários, como o YouTube, a alíquota máxima será de 2%, podendo o valor da contribuição ser deduzido da remuneração de criadores de conteúdo e influencers.

Remuneração de influenciadores

A alíquota máxima para plataformas tradicionais será de 4% sobre o faturamento anual bruto, descontados tributos indiretos, aplicável a empresas com receita superior a R$ 96 milhões, enquanto aquelas com faturamento inferior a R$ 4,8 milhões estarão isentas.

Parte da contribuição poderá ser utilizada na contratação de direitos de exploração comercial e licenciamento de conteúdos brasileiros independentes, com percentual máximo de dedução ampliado de 60% para 70%. Entre 1% e 3% do valor devido poderá também ser aplicado em capacitação de mão de obra do setor audiovisual.

Outros pontos do projeto do streaming

  • Pelo menos 10% do catálogo das plataformas deve ser composto por obras brasileiras.
  • Metade desse percentual deve ser destinada a produtoras independentes.
  • Obras brasileiras devem ter direção de profissionais nacionais ou estrangeiros residentes há mais de três anos.
  • Dois terços dos artistas e técnicos devem ser brasileiros ou residentes há pelo menos cinco anos.
  • Coproduções devem garantir 40% dos direitos patrimoniais à produtora brasileira.
  • Conteúdos nacionais devem receber destaque nas interfaces e sistemas de recomendação das plataformas.
  • Distribuição regional dos recursos da Condecine: 30% para produtoras independentes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste; 20% para municípios de outras regiões com ecossistemas audiovisuais abaixo da média estadual.

O relatório foi criticado pelo Ministério da Cultura por questões técnicas sobre cota de tela, reinvestimento e aplicação dos recursos, e por entidades independentes, que apontaram riscos à soberania e à sustentabilidade do setor. A inclusão de direitos autorais de intérpretes, inicialmente prevista, foi retirada após críticas de diversos segmentos.

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Yasmin Henrique

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Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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