A Vivo anunciou oficialmente que deixará de operar o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) em todo o território nacional a partir de 31 de dezembro de 2025.
Com isso, a companhia encerrará seu vínculo com o regime de concessão pública e passará a funcionar exclusivamente sob o modelo privado de autorização, marcando o fim de uma era nas telecomunicações brasileiras.
Vivo dá adeus a serviço no Brasil em 31 de dezembro
O STFC é o serviço tradicional de telefonia fixa, regulado pela Anatel, que operava sob regras rígidas de concessão. Essa estrutura previa obrigações específicas, como a garantia de acesso universal e manutenção da infraestrutura mesmo em áreas com baixa demanda comercial.
A transição para o regime de autorização permite mais flexibilidade para a empresa, mas também representa uma mudança significativa na forma como os serviços de telefonia fixa serão oferecidos, especialmente em regiões menos rentáveis.
Na prática, a responsabilidade de cobertura integral diminui, e a empresa atua com maior liberdade para decidir onde e como investir.
Como parte do acordo com a Anatel para efetivar essa mudança, a Vivo se comprometeu com uma série de contrapartidas.
Estão previstos investimentos de R$ 4,5 bilhões, que incluem a instalação de redes de fibra óptica em 121 municípios, a continuidade da oferta de telefonia fixa em localidades onde não há concorrência até pelo menos 2028, e a ampliação da cobertura móvel em 649 áreas ainda desassistidas.
Segundo o CEO da Vivo, Christian Gebara, o montante contempla gastos operacionais e de capital previstos para até vinte anos, reforçando o compromisso da empresa com a infraestrutura de telecomunicações no país.
Em meio a acordo com a Anatel, Vivo ainda apresenta problemas em alguns locais
Apesar das promessas de modernização e expansão, a operadora enfrenta desafios em manter a qualidade dos serviços prestados.
Um exemplo recente vem do Tocantins, onde a Vivo foi notificada pelo Procon estadual após uma série de queixas de consumidores do município de Alvorada.
Desde o início de outubro, moradores relataram longas interrupções no sinal de celular e internet, sem qualquer resposta técnica da empresa.
O órgão de defesa do consumidor exigiu explicações imediatas e determinou que a Vivo apresente medidas para resolver os problemas e compensar os usuários afetados.
A transição marca um passo importante na adaptação do setor às novas dinâmicas tecnológicas, mas evidencia que, além de investir, é preciso garantir que o serviço funcione onde ele é mais necessário.






