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Esse lugar proíbe planta mortal com multa de R$ 1 mil

Por Leticia Florenço
17/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Espatódea - Reprodução

Espatódea - Reprodução

O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) lançou, em 13 de outubro, a campanha “Flora Exótica Tóxica para Fauna – Espatódea”, com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos da árvore Spathodea campanulata, conhecida como espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão.

A ação busca reforçar a legislação estadual e proteger a fauna local, especialmente as abelhas nativas, fundamentais para a polinização e o equilíbrio ecológico.

A lei que proíbe a espatódea

A Lei Estadual nº 17.694/2019, sancionada em janeiro de 2019, estabelece a proibição da produção, plantio e manutenção da espécie em todo o estado. O descumprimento da legislação pode gerar multa de R$ 1.000 por árvore, além de outras sanções ambientais.

Segundo o IMA, a medida visa não apenas punir, mas educar a população sobre a importância do manejo consciente das espécies.

Perigos escondidos sob a beleza da árvore

Originária da África Ocidental, a espatódea possui flores grandes e alaranjadas, de grande apelo ornamental. No entanto, suas flores contêm toxinas letais para abelhas nativas e também para a Apis mellifera, espécie exótica usada na produção de mel.

As substâncias tóxicas estão presentes no pólen, néctar e mucilagem das flores, causando a morte dos polinizadores e prejudicando diretamente o equilíbrio dos ecossistemas.

Para reduzir os impactos ambientais, o IMA recomenda o plantio de árvores nativas regionais, adaptadas ao clima e solo catarinense, como ipês, aroeiras, canafístulas, ingás, corticeiras e carobas. Essas espécies são seguras para a fauna e contribuem para a manutenção da polinização e da diversidade ecológica.

Ações já implementadas nos municípios

Diversas cidades catarinenses já estão promovendo a substituição da espatódea. Em Jaraguá do Sul, a Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) está mapeando locais com a árvore e notificando moradores para a remoção em até 60 dias, conforme a Lei Municipal nº 9.398/2023.

Para especialistas, a retirada é essencial, pois os polinizadores locais não estão adaptados às flores da espatódea, diferentemente dos insetos africanos.

Responsabilidade coletiva

O IMA destaca que o manejo da espatódea é uma responsabilidade compartilhada entre prefeituras, viveiristas e cidadãos. O descumprimento da lei não representa apenas uma infração legal, mas também um risco ambiental, comprometendo a sobrevivência de polinizadores vitais e a integridade dos ecossistemas.

Segundo Elaine Zuchiwschi, engenheira agrônoma e coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras do IMA, a campanha é fundamental para ensinar a sociedade sobre o manejo consciente da flora e fauna, reduzir impactos negativos e promover a proteção das espécies nativas.

A proibição da espatódea em Santa Catarina reforça a importância de decisões legais e ambientais alinhadas. Além da multa de R$ 1.000 por árvore, a medida protege polinizadores essenciais e garante a manutenção do equilíbrio ecológico, incentivando a substituição por espécies nativas e sustentáveis.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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