Uma cidade litorânea de Santa Catarina acendeu o alerta vermelho diante de um cenário alarmante: o avanço do mar ameaça engolir parte de seu território.
A preocupação, que até pouco tempo parecia exagerada, tornou-se urgente após recentes episódios de forte erosão e destruição na orla.
A situação obrigou as autoridades locais a reagirem com medidas emergenciais para conter os danos e evitar que a cidade sofra perdas ainda mais graves.
Cidade de Santa Catarina vai sumir do mapa? Avanço do mar liga alerta vermelho
O município em questão é São Francisco do Sul, no Norte catarinense, conhecido por suas praias e importância turística.
Nos primeiros dias de outubro, a cidade foi atingida por uma nova e intensa ressaca, entre os dias 6 e 8, que causou estragos significativos na Praia da Enseada.
As ondas invadiram a faixa de areia, arrancaram árvores, danificaram o calçadão e levaram embora partes da estrutura de contenção. Imagens feitas por moradores mostram um enorme buraco aberto na região, ampliando um ponto já fragilizado por eventos anteriores.
Diante da gravidade, a prefeitura decretou situação de emergência em todo o território municipal. O novo decreto, assinado no dia 10 de outubro, eleva o nível de atenção para grau II e permite que ações de recuperação sejam realizadas com maior agilidade.
A decisão também autoriza o uso de recursos públicos para enfrentar o avanço do mar e prevenir novos desastres. A Defesa Civil Municipal e diversas secretarias participaram da elaboração dos relatórios técnicos que embasaram a medida.
Autoridades da cidade temem agravamento da situação
Segundo Geovan Leandro Baumgratz, diretor da Defesa Civil local, a erosão vem comprometendo áreas de restinga, estruturas de acesso e até canais naturais. A força das ondas tem acelerado a perda de solo e ameaçado construções próximas à orla.
As autoridades alertam para a possibilidade de agravamento nos próximos meses, especialmente com a chegada de períodos mais intensos de maré alta e ventos fortes.
As equipes municipais seguem monitorando as regiões mais vulneráveis, enquanto a orientação para moradores e turistas é clara: evitem circular em áreas de risco.
O temor agora é que, se nada for feito em caráter estrutural e de longo prazo, São Francisco do Sul possa, de fato, perder trechos inteiros de sua costa, e com o tempo, talvez mais do que isso.






