O Brasil enfrenta uma grave crise de saúde pública ligada à ingestão de bebidas contaminadas com metanol. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (15/10) pelo Ministério da Saúde, oito pessoas já morreram após intoxicação pela substância química.
Outras 41 seguem em tratamento, com suspeita ou confirmação da contaminação em diferentes estados do país.
8 mortes já foram confirmadas por intoxicação de metanol
A maioria das mortes foi registrada no estado de São Paulo, onde seis vítimas não resistiram à intoxicação. Entre os casos confirmados estão três homens, com idades entre 45 e 54 anos, todos residentes na capital paulista.
Também morreu uma mulher de 30 anos em São Bernardo do Campo, além de um jovem de 23 anos em Osasco e outro homem, de 37, em Jundiaí.
As duas outras mortes ocorreram em Pernambuco, onde as autoridades confirmaram os primeiros óbitos relacionados ao metanol nesta semana.
São Paulo concentra a maior parte dos casos de intoxicação. Ao todo, são 33 confirmações no estado, que também investiga outros 57 episódios suspeitos. O Paraná aparece em seguida, com quatro casos já reconhecidos.
Pernambuco confirmou três, enquanto o Rio Grande do Sul registrou um paciente intoxicado.
A situação segue sob monitoramento em outras regiões: há notificações em análise no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Piauí, Alagoas e Goiás, totalizando dezenas de investigações em andamento.
Metanol exige cuidados de consumidores de bebidas alcoólicas
O metanol é uma substância extremamente tóxica e não é permitido para uso em bebidas destinadas ao consumo humano. Incolor e de odor pouco perceptível, costuma ser usado na indústria como solvente ou combustível.
Quando ingerido, mesmo em pequenas quantidades, pode causar sérios danos ao organismo, incluindo lesões no sistema nervoso central, cegueira permanente e, em muitos casos, a morte.
Diante do avanço das ocorrências, o Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu um alerta nacional direcionado a bares, restaurantes e distribuidores de bebidas, destacando a importância de garantir a procedência dos produtos comercializados.
A recomendação às pessoas é que evitem consumir bebidas com preços muito abaixo da média, com lacres adulterados ou embalagens suspeitas.
Em caso de sintomas como alterações na visão, náusea ou dores de cabeça após o consumo de álcool, as autoridades orientam buscar imediatamente atendimento médico para avaliação e possível tratamento de intoxicação.






