Isaac Newton é conhecido mundialmente como o pai da física moderna, responsável pelas Leis do Movimento e pela Lei da Gravitação Universal. Mas poucos sabem que ele também se dedicava intensamente a estudos religiosos e ao ocultismo.
Para Newton, matemática e fé eram caminhos complementares para compreender a obra de Deus, e ele buscava nas profecias bíblicas respostas sobre eventos futuros, inclusive sobre o fim do mundo.
A previsão para 2060
Entre seus escritos privados, Newton sugeriu que um evento grandioso poderia ocorrer por volta do ano 2060. Ele utilizou interpretações de “dias proféticos” da Bíblia, convertendo-os em anos e tentando estabelecer um marco temporal para grandes transformações.
Para ele, esse evento não seria necessariamente a destruição da Terra, mas o fim de uma era e o início de outra, marcada possivelmente pela vinda de Cristo e pelo estabelecimento de um Reino de paz.
Termos misteriosos e interpretações
Newton usava termos como o “pequeno chifre do Bode”, retirados de textos proféticos, mas reinterpretados de maneira inédita. Muitos estudiosos acreditam que ele não estava prevendo o apocalipse literal, mas refletindo sobre transformações sociais, espirituais e políticas que mudariam o mundo.
O próprio Newton determinava que não fixava datas definitivas. Ele mencionava seus cálculos apenas para conter especulações exageradas de outros religiosos que insistiam em prever o fim do mundo.
Para Newton, o retorno de Cristo aconteceria de forma inesperada, “como um ladrão na noite”, impossível de ser determinado com precisão.
A redescoberta dos manuscritos
Esses escritos ganharam notoriedade séculos depois, quando estudiosos tiveram acesso aos documentos guardados em coleções privadas.
Em 2003, o historiador Stephen D. Snobelen destacou que Newton não falava de um fim literal, mas de uma esperança em um Reino global de paz, com a queda de sistemas corruptos e a propagação do verdadeiro Evangelho.
Os cálculos de Newton revelam um lado pouco lembrada de sua genialidade: a busca por unir razão, números e fé. Enquanto formulava leis que sustentam a física moderna, ele também explorava terrenos incertos, misturando ciência e religião.
Esse contraste mostra que até os maiores gênios carregam curiosidades e convicções que transcendem a lógica estritamente científica.





