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Newton tentou prever fim do mundo com ciência e cálculos

Por Leticia Florenço
13/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Relógio - Reprodução

Relógio - Reprodução

Isaac Newton é conhecido mundialmente como o pai da física moderna, responsável pelas Leis do Movimento e pela Lei da Gravitação Universal. Mas poucos sabem que ele também se dedicava intensamente a estudos religiosos e ao ocultismo.

Para Newton, matemática e fé eram caminhos complementares para compreender a obra de Deus, e ele buscava nas profecias bíblicas respostas sobre eventos futuros, inclusive sobre o fim do mundo.

A previsão para 2060

Entre seus escritos privados, Newton sugeriu que um evento grandioso poderia ocorrer por volta do ano 2060. Ele utilizou interpretações de “dias proféticos” da Bíblia, convertendo-os em anos e tentando estabelecer um marco temporal para grandes transformações.

Para ele, esse evento não seria necessariamente a destruição da Terra, mas o fim de uma era e o início de outra, marcada possivelmente pela vinda de Cristo e pelo estabelecimento de um Reino de paz.

Termos misteriosos e interpretações

Newton usava termos como o “pequeno chifre do Bode”, retirados de textos proféticos, mas reinterpretados de maneira inédita. Muitos estudiosos acreditam que ele não estava prevendo o apocalipse literal, mas refletindo sobre transformações sociais, espirituais e políticas que mudariam o mundo.

O próprio Newton determinava que não fixava datas definitivas. Ele mencionava seus cálculos apenas para conter especulações exageradas de outros religiosos que insistiam em prever o fim do mundo.

Para Newton, o retorno de Cristo aconteceria de forma inesperada, “como um ladrão na noite”, impossível de ser determinado com precisão.

A redescoberta dos manuscritos

Esses escritos ganharam notoriedade séculos depois, quando estudiosos tiveram acesso aos documentos guardados em coleções privadas.

Em 2003, o historiador Stephen D. Snobelen destacou que Newton não falava de um fim literal, mas de uma esperança em um Reino global de paz, com a queda de sistemas corruptos e a propagação do verdadeiro Evangelho.

Os cálculos de Newton revelam um lado pouco lembrada de sua genialidade: a busca por unir razão, números e fé. Enquanto formulava leis que sustentam a física moderna, ele também explorava terrenos incertos, misturando ciência e religião.

Esse contraste mostra que até os maiores gênios carregam curiosidades e convicções que transcendem a lógica estritamente científica.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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