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Redes sociais podem ser banidas para menores de 15 anos no país

Por Jeferson da Rosa
08/10/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Redes sociais podem ser banidas para menores de 15 anos no país - Imagem: Pixabay

Redes sociais podem ser banidas para menores de 15 anos no país - Imagem: Pixabay

Adolescentes com menos de 15 anos que vivem na Dinamarca poderão, em breve, ser proibidos de usar redes sociais. A proposta foi anunciada ontem, terça-feira, 07 de outubro, pela primeira-ministra do país, Mette Frederiksen, durante o discurso de abertura da nova sessão parlamentar.

Embora os detalhes práticos da medida ainda não tenham sido divulgados, o governo afirma que a intenção é proteger crianças e adolescentes dos efeitos negativos das plataformas digitais, promovendo um desenvolvimento mais saudável durante a infância e juventude.

O anúncio dinamarquês vem em um momento de crescente preocupação global com o impacto das redes sociais sobre a saúde mental e o bem-estar de crianças e adolescentes. E por conta disso, muitos países, incluindo o Brasil, já tomaram ou estudam atitudes semelhantes.

Redes sociais podem ser banidas para menores de 15 anos no país

De acordo com Frederiksen, há uma ligação direta entre o uso precoce dessas plataformas e o aumento de quadros de ansiedade, depressão e dificuldades de concentração entre os jovens.

A primeira-ministra descreveu a situação como alarmante e afirmou que “libertamos um monstro”, referindo-se à forma como as redes sociais se tornaram onipresentes na vida das crianças.

A líder dinamarquesa também citou estatísticas preocupantes: 94% dos alunos do sétimo ano já possuem perfis em redes sociais antes dos 13 anos, e 60% dos meninos entre 11 e 19 anos raramente se encontram presencialmente com amigos.

Para Frederiksen, os smartphones e as redes estão “roubando a infância” dos jovens dinamarqueses, afetando não apenas o convívio social, mas também a capacidade de leitura e foco.

“Muitas crianças também têm dificuldade em ler e concentrar-se. Nas telas, veem coisas que nenhuma criança ou jovem deveria ver“, afirmou a primeira-ministra da Dinamarca.

Detalhes sobre a proibição das redes sociais na Dinamarca devem ser divulgados em breve

A proposta ainda prevê uma exceção para adolescentes a partir de 13 anos, que poderão acessar redes sociais, desde que tenham autorização explícita dos pais.

No entanto, o governo ainda não especificou quais plataformas serão afetadas pela nova legislação, tampouco apresentou um plano concreto de implementação.

Espera-se que essas informações sejam divulgadas nos próximos meses, com a meta de colocar a proibição em vigor já no ano que vem.

Caroline Stage, ministra da Digitalização da Dinamarca, também se pronunciou sobre a proposta, classificando-a como um passo inovador.

Segundo ela, por muito tempo o país foi ingênuo ao permitir que a vida digital das crianças fosse moldada por empresas que não têm qualquer compromisso com o bem-estar dos jovens.

“Já disse isso antes e repito: fomos muito ingênuos. Deixamos a vida digital das crianças para plataformas que nunca tiveram o bem-estar delas em mente. Precisamos sair do cativeiro digital para a comunidade”, disse Caroline Stage, ministra da Digitalização da Dinamarca.

Diversos países em todo o mundo estudam medidas para proibir redes sociais para adolescentes

A Dinamarca não está sozinha nessa iniciativa. A Coreia do Sul, por exemplo, aprovou uma legislação que proíbe o uso de dispositivos eletrônicos durante o horário escolar, com início previsto para março de 2026.

Ainda na Ásia, um município do Japão criou uma regra que proíbe o uso do celular por jovens na escola e após as 22 horas, além de limitar o uso diário a duas horas. Alguns apoiam a medida e outros veem uma intromissão do governo na vida privada.

Apesar de não haver punição, a prefeitura aposta no respeito que os japoneses tem pelas leis para reduzir o uso das telas entre adolescentes, aumentando a concentração, melhorando a qualidade do sono e o tempo que jovens passam em família.

Já na Austrália, o Parlamento aprovou uma lei que veta o uso de redes sociais por menores de 16 anos. As plataformas que não cumprirem as regras poderão enfrentar multas pesadas. Contudo, detalhes de como a fiscalização funcionará ainda não foram divulgados.

A Noruega também anunciou que pretende aumentar a idade mínima para acesso às redes, passando de 13 para 15 anos, enquanto a França discute a criação de um “toque de recolher digital” para adolescentes.

A Grécia propôs à União Europeia a criação de uma “maioridade digital” válida para todos os países do bloco, o que exigiria consentimento dos pais para que menores criem perfis em plataformas sociais.

Essa tendência internacional reflete uma crescente conscientização sobre os riscos do consumo digital precoce. No Brasil, por exemplo, os celulares foram proibidos nas escolas, e mais recentemente houve um intenso debate sobre adultização.

Governos estão sendo pressionados a agir diante de estudos que relacionam o uso excessivo das redes com prejuízos à saúde emocional, dificuldades cognitivas e isolamento social entre os jovens.

Com a proposta dinamarquesa, ganha força um novo movimento que busca redefinir os limites do mundo digital na vida infantil.

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Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão.

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