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Maioria das vítimas de falhas nos voos não recorrem na Justiça

Por Leticia Florenço
02/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Aeroporto - Reprodução/iStock

Aeroporto - Reprodução/iStock

Uma pesquisa inédita da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON) revelou que problemas em voos são mais comuns do que se imagina. Entre cancelamentos, atrasos e extravio de bagagens, os passageiros enfrentam desafios frequentes, mas a grande maioria opta por não levar o caso à Justiça.

Dos 472 passageiros que relataram problemas em voos desde 2023, mais de 80% não ajuizaram ações contra as companhias aéreas.

Isso demonstra que, embora os problemas sejam reais, muitos consumidores buscam soluções fora do Judiciário, seja por tentativa direta com as empresas ou pelo contato com órgãos de defesa do consumidor.

Principais problemas enfrentados

Entre as falhas mais recorrentes no transporte aéreo, a pesquisa destacou:

  • Cancelamentos e remarcações: 26,1% dos passageiros relataram mudanças inesperadas em seus voos.
  • Extravio ou dano de bagagem: 24% tiveram prejuízos com bagagens perdidas ou danificadas.
  • Atrasos: Entre uma e mais de quatro horas, afetando a rotina e compromissos dos passageiros.

O caminho judicial e seus resultados

Quando os passageiros recorrem à Justiça, os dados mostram resultados relevantes:

  • Vitória completa: 29,7% dos processos resultaram em decisão favorável integral ao passageiro.
  • Mais procedências do que derrotas: 15,1% tiveram sucesso parcial.
  • Perda total: Apenas cerca de 10% não obtiveram êxito em suas ações.
  • Processos em andamento: 36% ainda aguardam decisão judicial.

Metodologia e confiabilidade da pesquisa

Realizada entre 12 e 25 de agosto de 2025, a pesquisa entrevistou 986 passageiros em 19 aeroportos do país. A coleta foi feita presencialmente logo após as viagens, garantindo relatos frescos e evitando distorções de memória.

Equipes do Ministério Público e de órgãos de defesa do consumidor participaram para assegurar a credibilidade dos dados.

Impactos para as companhias aéreas

Os números reforçam que os litígios não são motivados por demandas artificiais. Pelo contrário, refletem falhas reais na prestação de serviços. Binicheski ressaltou que os dados evidenciam a necessidade de maior responsabilidade das empresas e aprimoramento no atendimento aos passageiros.

O estudo destaca a importância de soluções mais eficazes no atendimento e de ações preventivas por parte das companhias aéreas, evitando prejuízos e fortalecendo a confiança dos passageiros.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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