A Fast Shop informou internamente seus colaboradores, na noite de terça-feira (23), sobre o encerramento das atividades de 11 lojas e de um centro de distribuição, conforme divulgado na coluna de Rodrigo Loureiro, do Times Brasil. O fechamento abrangerá tanto unidades próprias quanto filiais, incluindo as lojas A2You, voltadas para produtos da Apple, e será realizado em três etapas ao longo do mês de outubro.
No comunicado, a Fast Shop afirmou que a medida visa aumentar a rentabilidade e a eficiência operacional, destacando que as lojas físicas permanecem como um elemento estratégico do negócio. Contudo, a companhia não esclareceu se os colaboradores das unidades afetadas serão demitidos ou realocados para outras lojas.
Fechamento da Fast Shop
- 8 de outubro: fechamento das lojas A2You Barigui, Aricanduva, Boulevard Tatuapé e Interlagos, iniciando o processo de reestruturação física da rede e ajuste das operações em unidades de grande movimento.
- 12 de outubro: encerramento das lojas Iguatemi Salvador, M1 Itaquera, M1 SP Market, SP Market e Rio Mar Fortaleza, juntamente com o centro de distribuição de Fortaleza, que responde por parte da logística e abastecimento das unidades da região.
- 31 de outubro: fechamento das lojas Barra Salvador e M1 Litoral, finalizando o plano de encerramento, consolidando a reestruturação e alinhando a operação às novas estratégias corporativas da companhia.
Motivações
O anúncio ocorre em um momento de transição na liderança da Fast Shop, após a nomeação de Rodrigo Ogawa como CEO interino, encarregado de conduzir a companhia em meio a um cenário corporativo desafiador. A decisão de encerrar unidades físicas coincide com o período que antecede a Black Friday, uma das datas mais importantes para o varejo, momento em que a empresa enfrentou restrições de linhas de crédito por parte de seguradoras internacionais ligadas a fornecedoras de telefonia.
Além das dificuldades financeiras, a Fast Shop enfrenta uma investigação do Ministério Público de São Paulo, que apura o suposto uso indevido de créditos de ICMS, operações financeiras envolvendo empresas de fachada e participação de auditores fiscais em esquemas de propina. O diretor estatutário Mário Otávio Gomes reconheceu envolvimento no caso, chegou a ser preso, mas posteriormente foi liberado, intensificando o clima de incerteza na gestão da companhia.






