O Banco Central (BC) comunicou o adiamento do lançamento do Pix parcelado, recurso que permitiria aos consumidores realizar pagamentos em parcelas, enquanto os recebedores receberiam o valor integral de forma imediata. A decisão foi tomada em função do aumento de fraudes e desvios milionários no sistema financeiro, com indícios de envolvimento de organizações criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Inicialmente previsto para setembro, o regulamento da nova funcionalidade deverá ser publicado apenas em outubro, enquanto o manual de experiência do usuário foi remarcado para dezembro, acarretando um atraso de até três meses.
Adiamento do PIX
A opção foi criada com o propósito de uniformizar as soluções de crédito já disponibilizadas por algumas instituições financeiras, funcionando como uma espécie de “compra parcelada via Pix”. Nesse modelo, o consumidor realiza o pagamento em parcelas por meio de um empréstimo junto ao banco, enquanto o recebedor recebe o valor integral imediatamente. A iniciativa busca ampliar o acesso ao crédito dentro do sistema de pagamentos instantâneos, permitindo que o Pix seja utilizado para além das transações à vista.
O adiamento da funcionalidade ocorre em meio a crescentes vulnerabilidades no sistema financeiro, o que levou o Banco Central a implementar medidas emergenciais. Entre elas estão o limite de R$ 15 mil por transação em Pix ou TED realizadas por instituições de pagamento sem licença, a exigência de rejeição automática de operações com indícios de fraude e a intensificação da fiscalização sobre provedores de tecnologia que interligam instituições menores ao regulador.
Ações do Banco Central
Nos últimos anos, o Banco Central se destacou pela modernização do setor, com iniciativas como o Pix e o Open Finance, que promoveram integração de dados e serviços entre instituições. Atualmente, a prioridade é equilibrar inovação e estabilidade, prevenindo a exploração de possíveis brechas regulatórias.
Além do lançamento do Pix parcelado, o BC pretende avançar em novas regulamentações, incluindo o combate a contas laranja e contas-bolsão, o monitoramento de operações com criptoativos e a intensificação da fiscalização de provedores de tecnologia financeira, reforçando a solidez e a transparência do sistema.






