Nesta quinta-feira, 18 de setembro, senadores americanos apresentaram uma proposta de lei bipartidária que busca revogar o tarifaço imposto pelo ex-presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros.
A iniciativa conta com o apoio de democratas como Tim Kaine, Chuck Schumer, Jean Shaheen e Ron Wyden, além do republicano Rand Paul.
O principal objetivo do grupo é revogar imediatamente as tarifas estabelecidas sobre importações brasileiras, que incluem itens estratégicos para o mercado norte-americano, como café e carne bovina.
Acusações de vingança pessoal
O senador Tim Kaine classificou a decisão de Trump como uma “vingança pessoal”, motivada pela tentativa de proteger o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado.
Kaine afirmou que as tarifas foram impostas para interferir no processo judicial contra Bolsonaro, prejudicando diretamente o bolso dos cidadãos americanos. Para ele, a política econômica norte-americana deve priorizar o interesse do povo, e não retaliações pessoais.
Uso político do comércio
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, reforçou que Trump instrumentou o comércio internacional para favorecer aliados políticos.
Segundo ele, a falsa “declaração de emergência” após o processo contra Bolsonaro foi um abuso de poder, e os cidadãos americanos não devem ser penalizados por manobras políticas. Schumer defende que republicanos e democratas unam forças para barrar a política tarifária injusta.
Tarifas vistas como ataque ao consumidor
O senador Ron Wyden classificou as medidas tarifárias como um ataque direto aos americanos. Entre os produtos afetados estão café e carne bovina, cuja imposição de tarifas elevadas prejudica consumidores e comerciantes.
Wyden destaca que a proposta busca pressionar senadores republicanos a se posicionarem contra medidas que impactam seus eleitores e limitam o acesso a produtos essenciais.
Impactos econômicos do tarifaço
O país norte-americano importa mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, incluindo quase US$ 2 bilhões em café, produto que não pode ser cultivado em grande escala nos EUA.
Cerca de 130 mil empregos nos EUA dependem do comércio com o Brasil. Segundo os senadores, uma guerra comercial poderia encarecer produtos, prejudicar as economias de ambos os países e aproximar o Brasil da China.
Próximos passos
Se a proposta for aprovada pelo Senado, será um passo importante para restaurar relações comerciais equilibradas entre os dois países e reverter decisões unilaterais que prejudicam o mercado e os consumidores.
A iniciativa também envia um alerta sobre o uso político do comércio internacional, reforçando que decisões econômicas devem priorizar o bem-estar da população e a estabilidade econômica.






