O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star, em Brasília, nesta terça-feira, 16 de setembro, após apresentar pressão baixa, vômitos e soluços persistentes, durante o cumprimento de prisão domiciliar. O quadro de saúde surgiu poucos dias depois de ele ter realizado um procedimento médico para remoção de lesões na pele e exames laboratoriais.
O incidente ocorre em um momento crítico de sua trajetória política, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, com saídas restritas exclusivamente a situações de emergência médica, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Histórico médico de Bolsonaro
Desde o fim de seu mandato, Bolsonaro apresenta histórico de hospitalizações recorrentes. Esta internação marca a terceira desde o início da prisão domiciliar. Em episódios anteriores, exames apontaram anemia e sequelas de pneumonia por broncoaspiração, sendo submetido a reposição intravenosa de ferro e orientações para controle da hipertensão.
De acordo com a equipe médica, o ex-presidente recebeu alta na tarde de quarta-feira (17), após estabilização dos sintomas e melhora da função renal. Durante a internação, análises das lesões retiradas no domingo, 14, confirmaram diagnóstico de câncer de pele, reforçando a necessidade de acompanhamento clínico contínuo e revisões periódicas.
Acompanhamento
Além do tratamento contra o câncer de pele, Bolsonaro segue com cuidados voltados à hipertensão, ao refluxo gastroesofágico e à prevenção de broncoaspiração. Grande parte das complicações de saúde está ligada às sequelas da facada recebida em 2018, que exigiu múltiplas cirurgias e intervenções médicas posteriores.
O acompanhamento médico contínuo e os laudos clínicos são fundamentais para avaliar a necessidade de novas internações ou procedimentos, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) mantém a supervisão das condições de sua prisão domiciliar.





