A pesquisa Datafolha realizada em agosto mostrou que 71% dos eleitores acreditam que Lula será candidato em 2026.
Foram ouvidos 2.004 brasileiros em diferentes regiões, e o levantamento destacou que, embora o aumento tarifário recente não tenha afetado a visão do público, a confiança na participação do presidente na disputa cresceu.
Apesar disso, 54% afirmaram que Lula não deveria concorrer novamente, revelando um país dividido em relação à continuidade de seu projeto político.
A decisão de Lula
A sinalização de Lula em direção a uma nova candidatura movimentou o cenário político nacional. Para o Partido dos Trabalhadores e aliados próximos, a possibilidade representa a continuidade de políticas sociais e a manutenção de sua liderança histórica.
Por outro lado, críticos destacam os riscos de uma nova disputa, considerando sua idade, os desafios econômicos e a crescente competitividade de adversários.
O aumento tarifário e a pressão sobre o custo de vida ainda pesam sobre a popularidade do governo. Embora esses fatores não tenham impactado a crença na candidatura, eles influenciam diretamente a aprovação de sua gestão.
Governistas acreditam que medidas sociais e a recuperação gradual da economia podem fortalecer a imagem de Lula até 2026, mas a oposição aposta justamente no desgaste desse cenário.
Bolsonaro fora do jogo, mas presente no debate
Mesmo inelegível até 2030, Jair Bolsonaro continua sendo peça-chave no tabuleiro. Seu nome aparece com frequência nos discursos e seu legado político é defendido por parte do eleitorado.
Figuras próximas, como Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, surgem como alternativas para manter o bolsonarismo vivo nas urnas.
A força de Tarcísio de Freitas
Entre os potenciais adversários, Tarcísio de Freitas desponta como o nome mais competitivo contra Lula. Uma pesquisa AtlasIntel realizada entre 29 de agosto e 3 de setembro mostrou que, em São Paulo, Tarcísio venceria Lula no segundo turno com vantagem de 8 pontos percentuais.
Sua gestão no maior estado do país e o apoio consolidado entre eleitores conservadores fazem dele um candidato estratégico, com projeção nacional crescente.
Aliados do governo afirmam que a reeleição de Lula é tratada como quase certa nos bastidores, o que gera confiança entre os petistas. A estratégia envolve ampliar alianças, reforçar a imagem de estabilidade e usar a experiência política de Lula como diferencial.
Contudo, as resistências populares e a ascensão de adversários como Tarcísio mantêm a disputa em aberto.






