Um posto de gasolina bastante conhecido no bairro de Tambaú, em João Pessoa, teve suas atividades suspensas na última quinta-feira, 11 de setembro, após ser alvo de uma ação do Procon-JP.
A interdição ocorreu devido à prática de propaganda enganosa, evidenciada por uma discrepância nos valores cobrados nas bombas em relação ao que era anunciado nas placas de preços.
Renomado posto de gasolina encerra atividades no Brasil
A diferença, embora aparentemente pequena, R$ 5,89 exibido na fachada contra R$ 5,99 na bomba, foi suficiente para que o órgão de defesa do consumidor tomasse a medida, alegando indução ao erro por parte do estabelecimento.
A suspensão das atividades no posto acontece em um contexto mais amplo de atenção às irregularidades no setor de combustíveis em João Pessoa.
A Câmara Municipal instaurou neste ano uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suspeitas de cartel e manipulação de preços entre os postos da capital paraibana.
A CPI busca investigar se os reajustes nos preços praticados têm origem em ações coordenadas que prejudicam diretamente os consumidores.
O posto interditado, agora sob exigência de regularização, acabou se tornando símbolo da crescente vigilância das autoridades sobre o setor.
Polícia Federal também fez operação contra postos de gasolina com ligação com PCC
Enquanto isso, em escala nacional, a Polícia Federal deflagrou uma operação de grandes proporções para desarticular um esquema de fraudes em bombas de combustíveis que vinha se espalhando por diversos estados.
A investigação revelou a atuação de uma quadrilha com ligações diretas com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O grupo adulterava os equipamentos de abastecimento para que exibissem volumes superiores aos realmente entregues, lesando consumidores de forma sistemática.
Além da fraude técnica nas bombas, o grupo também adulterava os combustíveis, misturando grandes quantidades de metanol, um composto altamente tóxico, à gasolina, com o objetivo de aumentar os lucros.
Esse produto, contrabandeado e desembarcado ilegalmente no Porto de Paranaguá, chegou a representar até metade da composição vendida em alguns postos. As consequências dessa prática vão além do prejuízo financeiro: o metanol oferece sérios riscos à saúde e pode danificar motores de veículos.
A operação da PF, que teve início no mês passado, já cumpriu mandados de prisão em pelo menos oito estados. A ofensiva reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização rigorosa no setor e levanta preocupações sobre o alcance do crime organizado no comércio de combustíveis no país.





