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Cid tira time de campo e pede para deixar o Exército

Por Leticia Florenço
03/09/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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O tenente-coronel Mauro Cid, delator central da trama golpista, formalizou um pedido para deixar o Exército. A informação foi divulgada pela própria defesa durante o primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), colocando o militar em uma posição delicada tanto institucional quanto pessoal.

Segundo o advogado Jair Alves Ferreira, Cid “não tem mais condições psicológicas de continuar como militar”. A delação premiada, que expôs não apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas também generais de alta patente, teria sido extremamente desgastante para ele.

Delação considerada traumática

Mauro Cid relatou a interlocutores que a delação foi um “processo traumático”. Ele se sentiu pressionado e prejudicado por ter revelado fatos sensíveis, envolvendo figuras de peso do governo e antigos colegas. O desgaste emocional foi citado como fator principal para a solicitação de baixa do Exército.

O pedido para passar à reserva foi protocolado há cerca de um mês, mas ainda não recebeu decisão oficial. Enquanto isso, o julgamento prossegue, e Cid permanece no centro das atenções como delator da trama que tenta alterar o regime democrático do país.

Relevância da delação

Apesar do alto custo pessoal, a delação de Cid é considerada decisiva para o andamento do processo.

Ela serviu de base para as denúncias contra os outros réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, e revelou detalhes sobre crimes como tentativa de golpe, organização criminosa armada e danos contra o patrimônio público.

Crimes atribuídos a Cid na trama golpista

O militar responde a acusações graves, que incluem:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Tentativa de golpe de Estado;
  • Dano qualificado contra o patrimônio da União;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Após a defesa de Cid, as defesas dos outros sete réus, incluindo o ex-presidente, terão a oportunidade de se manifestar. As alegações finais são uma etapa crucial, podendo influenciar diretamente nas decisões do STF sobre o caso.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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