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Aposentadoria chegou ao fim para idosos? Entenda o caso assustador

Por Leticia Florenço
26/08/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Foto: (Imagem/Reprodução)

Foto: (Imagem/Reprodução)

A aposentadoria sempre foi considerada uma conquista fundamental para garantir o sustento e a dignidade na velhice.

No entanto, o cenário atual gera preocupação entre aposentados, pois existem situações em que esse benefício pode ser penhorado, contrariando a ideia de que seria totalmente protegido.

O que diz a lei sobre a impenhorabilidade

A legislação brasileira, por meio do artigo 833 do Código de Processo Civil, estabelece que salários, vencimentos, pensões e aposentadorias são impenhoráveis. Essa proteção existe para assegurar que o aposentado mantenha o mínimo necessário para viver com dignidade.

Contudo, o mesmo artigo abre exceções, permitindo a penhora em situações específicas, como dívidas de pensão alimentícia ou valores que ultrapassem cinquenta salários-mínimos mensais.

O inciso IV do artigo 833 é claro ao dizer que vencimentos, subsídios, proventos de aposentadoria e pensões não podem ser penhorados.

Porém, o parágrafo segundo ressalva que essa regra não vale para casos de pensão alimentícia e quando os valores recebidos ultrapassam determinado limite, autorizando a Justiça a autorizar descontos.

Em quais casos a aposentadoria pode ser penhorada

Embora a regra geral seja de proteção, existem situações em que o benefício pode ser legalmente bloqueado. A pensão alimentícia é a principal delas, já que a sobrevivência dos filhos e dependentes tem prioridade.

Em muitos casos, até metade da aposentadoria pode ser destinada a esse fim, e o não pagamento pode levar até à prisão civil do devedor. Outra possibilidade são os empréstimos consignados, autorizados pelo próprio segurado no momento da contratação.

Atualmente, a margem consignável pode comprometer até 45% do benefício. Além disso, aposentados que possuem dívidas com o próprio INSS podem ter valores retidos após processo administrativo.

Há ainda decisões judiciais que permitem a penhora de parte do benefício para quitar dívidas fiscais ou trabalhistas, desde que o desconto não comprometa a sobrevivência do idoso e fique limitado a percentuais menores.

O que não pode ser feito com a aposentadoria

Apesar das exceções, a lei não autoriza penhora para dívidas de consumo, como cartão de crédito, financiamentos ou contas atrasadas.

Também é importante destacar que aposentadorias no valor equivalente ao salário mínimo são absolutamente impenhoráveis, reforçando a garantia da dignidade mínima do aposentado.

Nesse cenário, mesmo decisões judiciais não podem autorizar bloqueio de um benefício nesse patamar.

Como se proteger

Evitar comprometer toda a margem consignável é um dos principais cuidados para não perder o controle financeiro. Ler contratos bancários com atenção, desconfiar de empréstimos fáceis e nunca fornecer senhas ou dados pessoais são medidas de proteção indispensáveis.

Em muitos casos, golpes financeiros miram especialmente idosos aposentados, explorando a falta de informação e a vulnerabilidade.

Informação e prevenção são as maiores armas para garantir que o aposentado mantenha sua renda e a tranquilidade que conquistou ao longo de uma vida de trabalho.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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