A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, por meio de comunicado oficial publicado no Diário Oficial da União, a suspensão imediata da comercialização e distribuição de um conhecido gel lubrificante íntimo no Brasil.
A decisão, que visa proteger os consumidores, foi motivada pela descoberta de um lote falsificado do produto circulando no mercado, levantando sérias preocupações sobre segurança e saúde pública.
Lubrificante muito famoso é suspenso pela Anvisa por falsificação
O item em questão é o gel lubrificante íntimo K-Med 2 em 1, uma marca amplamente reconhecida e popular entre os consumidores desse tipo de produto.
No entanto, é muito importante destacar que o lote alvo da suspensão, identificado como L2407415, não foi produzido pela fabricante original, a Cimed, e portanto ela não é responsável pela situação ou possíveis problemas causados aos consumidores.
Trata-se de uma imitação que reproduz de maneira enganosa a embalagem e as informações visuais do produto autêntico, com o objetivo de confundir o consumidor e se passar por um item legítimo.
Segundo a Anvisa, esse lote falso apresenta divergências claras nas informações de validade e fabricação. O produto verdadeiro tem data de fabricação registrada em março de 2023 e validade até março de 2026.
Qualquer unidade com numeração de lote L2407415 que não siga essas datas está, portanto, fora dos padrões e não deve ser utilizada sob nenhuma circunstância.
Por se tratar de um produto falsificado, sua composição, origem e qualidade são completamente desconhecidas, o que representa riscos sérios à saúde, incluindo reações adversas, irritações e possíveis contaminações.
Lubrificante falso era vendido na Shopee, segundo a Anvisa
O caso veio à tona após a detentora oficial do registro do K-Med identificar a falsificação em produtos ofertados na plataforma de vendas online Shopee.
A partir dessa denúncia, a Anvisa instaurou a investigação e determinou a proibição total do lote, incluindo o recolhimento imediato de quaisquer unidades em circulação.
Consumidores que já adquiriram o produto devem interromper o uso imediatamente e informar o ocorrido à Anvisa por meio dos canais oficiais de atendimento, ou entrar em contato com a Vigilância Sanitária de sua cidade.
A recomendação é que qualquer compra de cosméticos e produtos de saúde seja feita apenas em canais de venda confiáveis, com verificação da procedência e conferência de dados como lote, validade e integridade da embalagem.
A falsificação de produtos desse tipo não apenas fere os direitos do consumidor como representa uma ameaça à saúde coletiva. A atenção aos detalhes e a denúncia de irregularidades são fundamentais para evitar consequências graves.






