A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que, durante todo o mês de agosto, as contas de luz terão cobrança pela bandeira tarifária vermelha no patamar 2. Na prática, isso significa que a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, haverá um acréscimo de R$ 7,87.
O motivo, segundo o órgão regulador, é a redução das chuvas no país, que diminui a geração hidrelétrica e obriga o acionamento de usinas termelétricas, mais caras.
Com essa mudança, os consumidores devem sentir um aumento nas faturas, o que torna fundamental buscar alternativas para reduzir o gasto de energia. E, nesse cenário, o ventilador de teto pode ser um aliado.
Ventilador de teto vai ajudar a baixar sua conta de energia
Apesar de ser usado por longas horas em muitas residências, o ventilador de teto consome bem menos energia do que um ar-condicionado.
Um modelo de 130 watts, funcionando 10 horas por dia, gasta cerca de 39 kWh no mês, valor que, mesmo com a bandeira vermelha, representa um custo relativamente baixo.
Porém, é possível torná-lo ainda mais econômico com algumas práticas simples. Ajustar a velocidade de acordo com a necessidade, por exemplo, evita consumo desnecessário. Durante períodos mais amenos, a configuração mínima costuma ser suficiente para manter o conforto térmico.
A manutenção também influencia diretamente no gasto. Pás limpas, rolamentos lubrificados e conexões firmes garantem que o motor trabalhe sem esforço extra, prevenindo desperdícios.
Outro recurso eficiente é aproveitar a ventilação natural: em dias ou noites mais frescas, abrir janelas e portas e usar o ventilador no modo exaustor ajuda a circular o ar sem a necessidade de manter o aparelho na potência máxima.
Para quem combina o ventilador de teto com o ar-condicionado, há espaço para economia adicional. A ventilação auxilia na distribuição do ar frio, permitindo aumentar a temperatura do ar-condicionado em alguns graus sem perder conforto, o que pode reduzir o consumo do aparelho mais caro em até 20%.
Impacto da bandeira vermelha na conta de energia
A cobrança pela bandeira vermelha patamar 2 é a mais alta prevista no sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015 para indicar ao consumidor o custo de produção da energia elétrica no país.
Quando há chuvas regulares e reservatórios cheios, aplica-se a bandeira verde, sem cobrança extra. Já a bandeira amarela acrescenta R$ 1,88 a cada 100 kWh, e a vermelha patamar 1, R$ 4,46.
O patamar 2, em vigor agora, representa o cenário mais crítico de custo elevado, reforçando a importância de adotar hábitos de consumo mais conscientes.
Em um momento de tarifas mais caras, o ventilador de teto, usado de forma inteligente, pode ser um recurso estratégico para aliviar o impacto na conta de energia e manter o conforto em casa.





