Um zoológico situado na cidade de Aalborg, na Dinamarca, adotou uma medida inusitada que vem despertando repercussão fora do país: o recebimento de doações de animais domésticos saudáveis, mas sem utilidade para seus donos, com o objetivo de alimentar os predadores sob seus cuidados.
A iniciativa integra uma política institucional voltada à recriação dos hábitos naturais das espécies carnívoras abrigadas no local, como tigres, leões e o lince-euroasiático. A intenção é aproximar, o máximo possível, as condições de alimentação desses animais às que teriam em seu habitat natural.
Pedido do zoológico
O Zoológico de Aalborg aceita doações de pequenos animais, como galinhas, coelhos e porquinhos-da-índia, que passam por eutanásia humanitária realizada por profissionais qualificados. Esse procedimento visa oferecer aos predadores uma alimentação mais próxima da natural, preservando seus instintos e garantindo uma dieta completa, com ossos, pele e outros elementos essenciais.
As doações de animais menores podem ser feitas nos dias úteis, limitadas a quatro por vez, sem necessidade de agendamento. Também são aceitos cavalos vivos, desde que possuam passaporte e não tenham recebido tratamento veterinário nos últimos 30 dias. Nesses casos, os proprietários podem obter benefícios fiscais conforme a legislação dinamarquesa.
Reação à prática
O zoológico ressalta que essa prática é amplamente adotada no país e, em geral, conta com boa receptividade do público. Tanto visitantes quanto parceiros enxergam a iniciativa como uma maneira de apoiar a manutenção dos comportamentos naturais dos animais carnívoros, além de proporcionar uma destinação útil a animais domésticos que, de outra forma, poderiam ser abandonados ou sacrificados sem finalidade.
A instituição afirma que essa política alimentar promove o bem-estar dos predadores e representa um modelo sustentável de manejo, fundamentado em princípios ecológicos e no respeito ao ciclo natural da vida animal. Essa abordagem reforça o compromisso do zoológico com a conservação e a gestão responsável da vida selvagem em cativeiro.






