Quem costuma viajar de avião já está acostumado com uma das regras mais rígidas da aviação comercial: a limitação de líquidos na bagagem de mão. Atualmente, passageiros só podem embarcar com frascos de até 100 mililitros, armazenados em uma sacola plástica transparente de no máximo um litro.
Mas essa norma, que há anos complica a vida de viajantes ao redor do mundo, está prestes a ser flexibilizada. Em breve, a obrigatoriedade de frascos minúsculos pode se tornar coisa do passado, graças a novas tecnologias de segurança aeroportuária.
Limite de líquidos em voos está com dias contados
A origem dessa restrição remonta a 2006, quando autoridades britânicas desmantelaram um plano de ataque terrorista que pretendia utilizar explosivos líquidos camuflados em embalagens de bebidas para derrubar aviões em pleno voo.
O episódio, considerado um marco na história da segurança aérea, levou à implementação global de uma regra emergencial: restringir o transporte de líquidos em pequenas quantidades, facilitando a detecção de ameaças durante a inspeção de bagagens.
A exigência vale para produtos como água, cremes, shampoos, desodorantes e até bebidas alcoólicas, com exceções apenas para medicamentos prescritos, alimentos infantis e itens dietéticos, desde que devidamente comprovados.
O limite de 100 mililitros foi adotado como um compromisso entre segurança e praticidade, permitindo que os aeroportos controlassem possíveis ameaças sem inviabilizar o transporte de itens pessoais essenciais.
A sacola transparente, por sua vez, surgiu como uma solução para facilitar a inspeção visual e otimizar o tempo de triagem nos equipamentos de raio-X. Apesar da intenção legítima, a norma logo se transformou em um dos maiores aborrecimentos para os passageiros, especialmente aqueles que viajam sem despachar malas.
O que vai mudar para quem carrega líquidos em voos?
Agora, com a chegada de scanners com tecnologia de tomografia computadorizada (CT), o cenário começa a mudar.
Esses novos dispositivos oferecem imagens tridimensionais detalhadas das bagagens, permitindo que agentes de segurança identifiquem substâncias suspeitas sem a necessidade de limitar o volume de líquidos.
Em aeroportos da Europa, como os de Roma, Amsterdã e Helsinque, a liberação de frascos com até dois litros já é uma realidade.
A flexibilização representa um avanço tanto para passageiros quanto para o comércio local. Viajar com uma garrafa de vinho ou cosméticos comprados durante a viagem será muito mais simples, sem taxas extras ou medo de confisco.
A modernização promete transformar a experiência de embarque, eliminando uma das regras mais impopulares da aviação comercial.






