Nos próximos dias, o céu noturno se transformará em um verdadeiro palco de luzes com a sobreposição de dois eventos astronômicos especiais, as chuvas de meteoros Alpha Capricornídeos e Delta Aquáridas.
Quem olhar para o firmamento poderá observar dezenas de “estrelas cadentes” cruzando o céu, proporcionando um espetáculo visual pouco comum.
O que são as chuvas de meteoros?
As chuvas de meteoros acontecem quando fragmentos deixados por cometas ou asteroides entram na atmosfera da Terra. Ao sofrerem atrito com o ar, esses detritos se aquecem e brilham, criando os riscos luminosos conhecidos popularmente como “estrelas cadentes”.
Cada chuva possui seu período específico de atividade e uma origem aparente em constelações distintas. Essa chuva tem seu pico entre os dias 30 e 31 de julho, embora sua atividade se estenda desde o início do mês até meados de agosto.
Os meteoros da Alpha Capricornídeos são conhecidos por sua velocidade mais lenta, aproximadamente 22 km/s, o que faz com que seus riscos brilhantes permaneçam visíveis por mais tempo no céu.
Apesar da baixa taxa, com cerca de cinco meteoros por hora, eles se destacam por seu brilho intenso e beleza. A baixa iluminação lunar, apenas 20%, ajuda a tornar a observação ainda mais favorável.
A intensidade da Delta Aquáridas
Com pico previsto entre a noite do dia 29 e a madrugada do dia 30 de julho, a Delta Aquáridas é a chuva mais ativa das duas, podendo alcançar até 20 meteoros por hora.
Seus meteoros cruzam o céu a uma velocidade maior, cerca de 40 km/s, e têm origem na constelação de Aquário, ligados ao cometa 96P/Machholz. Apesar da Lua estar com 30% de iluminação, o que pode interferir um pouco, o espetáculo permanece garantido para quem estiver atento ao céu.
Quando e onde observar?
O melhor momento para contemplar as chuvas de meteoros é a partir da meia-noite, até o amanhecer, quando o céu está mais escuro e a atmosfera terrestre permite maior visibilidade.
Buscar locais afastados das luzes urbanas é fundamental para aproveitar ao máximo o fenômeno. Olhar em direção às constelações de Capricórnio e Aquário aumenta as chances de avistar as estrelas cadentes, pois é dali que parecem se originar.
Em casos raros, fragmentos de Marte ou da Lua podem estar entre os meteoros observados.






