Na última quinta-feira (24), iniciou-se oficialmente o Dia da Sobrecarga da Terra, uma vez que a humanidade explorou os recursos naturais de forma mais rápida do que eles conseguem se regenerar, causando um déficit ecológico.
E vale destacar que, de acordo com a organização Global Ecological Footprint, 2025 foi o ano em que o planeta entrou neste estágio mais precocemente, considerando que os índices vêm reduzindo cada vez mais com o passar do tempo.
De acordo com o biólogo e doutor em Educação em Ciências Francisco Milanez, a principal causa disso está entre a dinâmica desigual entre os países, uma vez que territórios localizados no chamado Sul Global costumam consumir muito menos destes recursos (via GZH).
Já os países desenvolvidos, que se concentram no Hemisfério Norte, costumam atingir o nível de sobrecarga ainda no primeiro semestre de um ano. E como isso os impediria de continuar produzindo e consumindo, eles acabam precisando recorrer aos recursos de países menos desenvolvidos.
Caso mudanças não ocorram, é provável que resultados como os de 2025 voltem a se repetir nos próximos anos. Com isso, é muito provável que os índices cheguem a níveis ainda mais críticos muito em breve.
Como reverter o esgotamento dos recursos naturais?
Conforme citado anteriormente, os recursos da natureza podem se regenerar. Mas para evitar seu esgotamento de forma precoce, e assim atrasar o cenário de sobrecarga, existem soluções divididas em cinco setores, de acordo com a Global Ecological Footprint. São eles:
- Planeta: conservação clássica, restauração ecológica, agricultura regenerativa e pesca sustentável;
- Cidades: redução do impacto ambiental per capita das cidades, garantia de acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e economicamente viáveis, além da promoção de uma urbanização mais inclusiva e sustentável;
- Energia: promover a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis em escala global;
- Comida: reduzir o consumo global de carne e o desperdício de alimentos em pelo menos 50% cada;
- População: investimento em famílias menores, evitando a superpopulação.





