Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Procon suspende publicidade do bolinho Ana Maria

Por Leticia Florenço
24/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
0
Bolinho Ana Maria - Reprodução

Bolinho Ana Maria - Reprodução

A suspensão imediata da campanha publicitária dos bolinhos Ana Maria, determinada pelo Procon Carioca, reaqueceu uma discussão antiga, porém cada vez mais urgente, até que ponto o marketing voltado ao público infantil é ético e legal?

A medida foi tomada após denúncia do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que apontou práticas de publicidade consideradas abusivas, enganosas e com potencial de induzir hábitos alimentares nocivos à saúde de crianças.

A decisão do Procon

Vinculado à Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, o Procon determinou que toda a campanha fosse retirada de circulação, especialmente os conteúdos nas redes sociais que utilizam elementos infantis para promover o consumo de ultraprocessados.

A decisão inclui ainda a proibição de distribuição de brindes e quaisquer estratégias de apelo infantil.

Além disso, a empresa Bimbo do Brasil, responsável pela marca Ana Maria, foi notificada e tem um prazo de 20 dias para apresentar sua defesa. O não cumprimento das exigências pode acarretar multas diárias de R$ 5 mil.

Influenciadores na mira

Outro ponto relevante da decisão foi a exigência de que a empresa apresente os contratos e os comprovantes de remuneração de influenciadores digitais envolvidos na campanha.

Entre os nomes citados na denúncia estão perfis com forte presença nas redes sociais, especialmente entre mães e pais, como @quintuploscapixabas, @depoisquepariduas e @papomaterno.

Essa exigência marca um novo capítulo na responsabilização de criadores de conteúdo que, muitas vezes, promovem produtos alimentícios sem avaliar criticamente os impactos de suas mensagens sobre o público mais vulnerável: as crianças.

O argumento do Idec

De acordo com o Idec, a campanha infringia regras do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entre as principais irregularidades apontadas estavam:

  • Alegações enganosas de benefícios à saúde, como “fonte de vitaminas e cálcio”, apesar do baixo valor nutricional real dos produtos;
  • Altos níveis de açúcar, gordura e aditivos nos bolinhos, o que contraria o discurso de alimento saudável;
  • Design e linguagem visual voltados claramente para atrair crianças, com uso de cores vibrantes, personagens animados, ambientações escolares e linguagem lúdica;
  • Distribuição de brindes e apelos emocionais ligados ao universo infantil, táticas consideradas abusivas pelo Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente).

O papel da Senacon

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também foi acionada e informou que a denúncia está em fase de análise técnica.

Se a acusação for validada, todas as partes envolvidas, inclusive o grupo Meta, dono do Facebook e Instagram, poderão ser notificadas e penalizadas de acordo com o que estabelece o CDC.

Essa atuação conjunta entre Procon, Idec e Senacon pode abrir caminho para ações mais rigorosas contra publicidade infantil disfarçada, principalmente em plataformas digitais.

Os limites legais da publicidade dirigida a crianças

O artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor considera abusiva qualquer forma de publicidade que se aproveite da deficiência de julgamento e da inexperiência de crianças.

Já a resolução do Conanda é ainda mais específica ao classificar como abusiva qualquer comunicação mercadológica com o objetivo de persuadir crianças a consumir.

Apesar disso, campanhas com apelo infantil continuam sendo amplamente utilizadas, muitas vezes de forma velada, como por meio de influenciadores e conteúdos disfarçados de entretenimento. O caso da Ana Maria expõe o quanto ainda é necessário avançar na regulamentação e na fiscalização desse tipo de prática.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Foto: Christoph/Pixabay

Valores da carne, laranja e café caem após tarifaço

Confira!

Minha Casa, Minha Vida - Foto: (Imagem/Google Imagens)

Beneficiários do Bolsa Família e BPC podem ter isenção total no Minha Casa Minha Vida

01/06/2026
Pesquisa desafia crença popular sobre eficácia do jejum no emagrecimento

Pesquisa desafia crença popular sobre eficácia do jejum no emagrecimento

31/05/2026
Estudo revela quem sofre mais com calotes entre bancos tradicionais e fintechs

Estudo revela quem sofre mais com calotes entre bancos tradicionais e fintechs

31/05/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas