Lançada no ano 2000, a nota de R$ 10 feita de polímero se tornou uma peça marcante na história do dinheiro brasileiro. Produzida em caráter especial, ela foi criada para celebrar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.
Apesar de ter chamado a atenção pelo material inovador, um tipo de “plástico” resistente, a cédula logo sumiu das carteiras do dia a dia. Com o passar dos anos, sua circulação caiu drasticamente, o que despertou o interesse de colecionadores.
Hoje, a antiga nota é considerada rara e pode ser vendida por valores que superam em muito seu valor de face.
Você se lembra da nota de R$ 10 de plástico? Colecionadores estão buscando por ela
A cédula comemorativa foi a única do real produzida em polímero, um tipo de material sintético que prometia maior durabilidade em relação ao papel tradicional.
Ela trazia, em seu anverso, uma imagem estilizada de Pedro Álvares Cabral, acompanhada de elementos históricos como o mapa Terra Brasilis, um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha e cinco embarcações da frota portuguesa.
Ao fundo, detalhes inspirados nos azulejos e na cartografia lusitana completavam o design. No verso, aparecia um mapa do Brasil estilizado com rostos de diferentes etnias, representando a diversidade do povo brasileiro.
Foram emitidas 250 milhões dessas notas, mas a maior parte delas já saiu de circulação. Segundo o Banco Central, apenas cerca de 3,5 milhões ainda estão em circulação ativa.
O projeto, apesar de ousado, foi abandonado por dificuldades logísticas e alto custo de importação do material, que vinha da Austrália. Com isso, a nota especial foi sendo gradualmente recolhida, tornando-se uma raridade.
Colecionadores buscam nota de R$ 10 de plástico
Hoje, esse fator de escassez elevou significativamente o seu valor no mercado de colecionadores. Há registros de vendas que chegam a R$ 1.000, dependendo do estado de conservação da nota. Mesmo exemplares usados e com sinais do tempo podem ser vendidos por R$ 100 ou mais.
Quem possui uma dessas cédulas pode identificá-la facilmente: ao toque, ela é mais lisa e flexível do que as notas comuns. Além disso, apresenta uma transparência em alguns pontos, típica do polímero.
Interessados em vender podem recorrer a sites de leilões, plataformas de compra e venda ou grupos especializados em numismática. A procura existe, e cresce, impulsionada pelo valor histórico e emocional da chamada “nota de plástico”.





